Trabalhadores da Visteon e Hanon Systems estão em greve

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Aumento salarial é reivindicação. Propostas das empresas estão muito longe das pretensões

Trabalhadores das fábricas da Visteon e da Hanon Systems, em Palmela, iniciaram hoje um período de greves parciais que decorrem até ao próximo dia 18, por aumentos salariais.

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“As administrações das duas empresas estão muito aquém das reivindicações dos trabalhadores, que exigem um aumento salarial mínimo de 50 euros, além de outras matérias que constam dos cadernos reivindicativos, designadamente no que respeita ao pagamento do trabalho extraordinário à hora”, disse o coordenador da União de Sindicatos de Setúbal (USS), Luís Leitão. “A Hanon Systems está a propor um aumento mínimo de, apenas, 25 euros e de 2,5% para os salários acima de 1.000 euros e a Visteon propõe aumentos salariais de 2,5% e um prémio anual de 300 euros”, acrescentou o sindicalista.

Segundo o mesmo responsável, as linhas de produção das duas fábricas, fornecedoras de diversos equipamentos para o sector automóvel, têm estado praticamente paradas durante os períodos de greve, de uma hora por cada turno, em dias alternados.

Os trabalhadores da Hanon Systems de Palmela já estão a fazer greves parciais desde o passado mês de Março por aumentos salariais, inclusão do tempo de refeição no período efectivo de trabalho e uniformização dos três turnos de trabalho, cada um com oito horas.

De acordo com a estrutura sindical, apesar das paralisações parciais de uma hora por cada turno, as administrações das duas empresas ainda estão muito distantes das reivindicações dos trabalhadores.

Lusa

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