Primeiro dia de O Sol da Caparica bate record de público

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Matias Damásio fez silêncios em palco para ouvir o público cantar

O primeiro dia de O Sol da Caparica afirmou e reafirma que dedicar um festival à música lusófona é decisão certa. Assim o afirma o público que, logo ao primeiro dia, quase esgotou o Parque Urbano da Costa de Caparica. E para hoje a lotação está esgotada com 30 mil pessoas a encherem o recinto   

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Ontem, o Parque Urbano da Costa de Caparica recebeu cerca de 27 mil pessoas a vibrarem ao ritmo do festival O Sol da Caparica. Hoje, a lotação está esgotada e são 30 mil os espectadores que vão assistir ao hip hop de Carlão, o fado de Mariza ou o samba-pop do brasileiro Seu Jorge. Mas para esta sexta-feira o cartaz inclui ainda o cabo-verdiano Dany Silva, a celebrar os 40 anos de carreira, Luís Represas, os Jafumega, Luisa Sobral, Diana Lima e The Happy Mess. No palco Palco Licor Beirão, dedicado a Stand Up Comedy, vão estar o Diogo Batáguas, Jel e Rui Cruz.

“O primeiro dia do festival bateu a melhor assistência conseguida no ano passado”, comentava ontem, à noite, a presidente da Câmara de Almada visivelmente satisfeita com esta sexta edição. Sem hesitar um pezinho de dança, Inês de Medeiros comentava a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO que quando chegou às 18h30 ao Parque Urbano da Costa de Caparica o recinto “já estava quase cheio”, e realça o ambiente “afável e divertido”. “Isto para nós é o que nos dá maior satisfação”.

A edição deste ano marca a primeira parceria entre a Câmara de Almada e o Grupo Chiado, responsável pela organização do festival. “Sem dúvida que a mudança da organização está a provas ser muito positiva”, comentava Inês de Medeiros que, para além de elogiar a “nova dinâmica”, faz contas ao peso financeiro de O Sol da Caparica para a autarquia.

Pelos números da autarca, a poupança comparativamente com as edições passadas, é de “um milhão de euros”, verba que “permite canalizar verbas para outras actividades” promovidas pela Câmara. “Permitiu que fizéssemos uma melhor programação cultural para todo o ano”, exemplifica.

Se durante a tarde o festival esteve em grande, mais ainda ficou à noite com as actuações de David Carreira, Mayra Carreira, Anselmo Ralph e Matias Damásio no Palco Sagres com uma multidão a dançar, cantar e a dar mais para os espectáculos com os telemóveis iluminados a ondear a ritmos.

Pela terceira vez no festival da lusofonia, Anselmo Ralph repetiu os êxitos de presenças anteriores e mantém a linha de conquistar novos fãs. Sem falhar músicas que lhe marcaram a carreira como “Única Mulher”, revisitou outras com novos arranjos e introduziu novos temas. Com o público já bem ‘aquecido’ por Mayara, Anselmo subiu a temperatura e preparou o recinto para Matias Damásio.

Entre ritmos angolanos e hispânicos, Matias Damásio cativou o público com “Voltei com ela”, “Teu Olhar”, “Nada Mudou”, o apaixonado “Loucos” e, sempre acompanhado por milhares de vozes no recinto, foram várias as paragens em cada tema e silêncio no palco para ouvir apenas os fãs catarem; momentos marcantes como todos em uníssono a cantar o trecho de uma das músicas, e ouvia-se somente e ternamente “eu amo”, isto em transmissão televisiva, em directo, para a terra do cantor, Angola. E, às duas da manhã, ainda se ouvia Damásio.

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