Gangue que assaltava lojas desportivas conhece sentença

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Marius Voicu e outros quatro homens e três mulheres, romenos, são acusados de associação criminosa e de roubar lojas em Setúbal, Palmela e Barreiro

 

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O julgamento de um gangue de romenos que se dedicava, a partir de Almada, ao furto de material desportivo de norte a sul do país chega hoje ao fim no Tribunal de Setúbal. O grupo foi desmantelado em junho de 2017 pela GNR de Palmela e na altura da detenção dos nove suspeitos na Costa da Caparica, foram apreendidos quatro mil euros em dinheiro, dois carros, material informático e mais de mil peças de vestuário e acessórios, bijuteria, produtos de beleza, equipamentos desportivos, relógios de marca e telemóveis. Marius Voicu, o principal suspeito e cabecilha do gangue, era responsável pelos planos de furtos e também pelo recrutamento de compatriotas no seu país de origem, Roménia, para integrar a rede criminosa.

Chegados a Portugal, eram acolhidos num hostel em Lisboa, cujo proprietário, de nacionalidade moçambicana, vendia os bens furtados em mercados na capital e dividia os lucros pelos membros do grupo. O grupo de romenos atingiu dezenas de lojas na Lousã, Barreiro, Setúbal, Peniche, Maia, Matosinhos, Guimarães, Quinta do Conde, Albufeira, Coimbra, Braga, Aveiro e Palmela antes de ser desmantelado pelas autoridades.

De acordo com a acusação do Ministério Público, em regra, os arguidos escolhiam a superfície comercial aproveitando a falta de vigilância ou segurança das mesmas. No local, apurou a investigação, enquanto um aguardava no exterior, ao volante do automóvel, os restantes, funcionando em parelhas, por norma um casal, entravam no interior, munidos de sacos forrados a alumínio que ocultava na forma de barrigas falsas ou simplesmente transportavam os artigos na mão. Cabia a Marius Voicu, o cabecilha, a coordenação do plano de ataque, o reconhecimento dos estabelecimentos comerciais e a angariação de indivíduos romenos que fazia entrar em território nacional prometendo-lhes contrapartidas monetárias.

O produto dos furtos era dividido por todos após a venda e o dinheiro era enviado para a Roménia. Os arguidos, oito romenos, três mulheres e cinco homens, bem como um homem moçambicano respondem pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa. À exceção do proprietário do hostel, todos os restantes estão em prisão preventiva e se condenados, o MP pede a sua expulsão do país.

 

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