Ameaçou militares da GNR de morte por não aceitarem suborno de 200 euros

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Vendedor ambulante de Sines foi detido por conduzir com excesso de álcool

 

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Um homem de 31 anos tentou subornar com 200 euros militares da GNR de Sines que o tinham apanhado a conduzir dentro da cidade com excesso de álcool e perante a recusa ameaçou-os de morte. O vendedor ambulante, está a ser julgado no Tribunal de Setúbal onde responde por crimes de corrupção activa, desobediência, ameaça e injuria agravada.

O caso remonta à noite de 5 de Fevereiro de 2018 na Rua do Bairro Marítimo em Sines. De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o condutor seguia de forma irregular, ziguezagueando entre a berma e a estrada quando foi intercetado pela patrulha da GNR. Foi submetido ao teste do álcool que acusou 1,65 g/l. Os militares levaram o condutor para o posto da GNR de Vila Nova de Santo André para realizar novo teste e no caminho, o homem tentou subornar os militares com 200 euros para o deixarem ir embora.

De acordo com o MP, perante a recusa, o arguido ameaçou os militares. “Quando chegarmos ao posto têm 50 ciganos à vossa espera, têm a certeza do que estão a fazer?”. O arguido invocou uma suposta agressão a um outro militar, pela qual terá cumprido dois anos de prisão, porém, no processo, não consta qualquer pena aplicada ao mesmo por tal. “Sabem o que fiz ao Franco há três anos? Dei-lhe uma tareia que o pus em coma e cumpri dois anos por isso. Não tenho amor à vida e não tenho problemas em passar 15 anos preso”, dizia aos militares já no caminho para o posto de Sines.

As ameaças não acabaram por aqui. Já no exterior do posto, descreve o MP, “o arguido dirigiu-se aos militares aos gritos e disse-lhes: Venham cá fora agora, vou pagar 500 euros para vos darem uma sova, vou matá-los a todos”. As ameaças tiveram ainda tom racial, já que o arguido insultou um dos militares pelo seu tom de pele. “Esse preto é o que eu quero mesmo apanhar cá fora”, exclamou. O arguido encontra-se em liberdade com Termo de Identidade e Residência.

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