Comprador da Bateria de Albarquel avança com processo contra o Estado

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O Grupo Libertas, que comprou antigas instalações militares, em Setúbal, onde pretende construir um hotel, vai colocar o Estado em tribunal, revelou a presidente Maria das Dores Meira

 

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O Grupo Libertas, que comprou as antigas instalações militares junto ao Forte de Albarquel, em 2016, onde intenciona construir um hotel, vai colocar o Estado em tribunal. Quem o afirmou foi a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, na última reunião pública de câmara.

Diz a autarca que “o Governo vendeu um terreno com viabilidade para construção, mas há dois anos, a CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento de Lisboa e Vale do Tejo] disse que a capacidade de construção neste perímetro estava limitada”.

Ora o Grupo Libertas Imobiliário pretendia construir um empreendimento imobiliário naquele antigo equipamento militar, junto à Praia de Albarquel, numa área de 5 mil metros quadrados, mas segundo a presidente da Câmara de Setúbal, a CCDR-LVT agora veio dizer que só é permitida a construção em 3 600 metros quadrados. E pouco mais do que metade”, comenta a autarca que se coloca ao lado da Libertas, uma vez que o grupo “não comprou a um qualquer vendedor, foi ao Estado”.

Com este quadro em cima da mesa, a presidente da Câmara deu a saber que o grupo avançou para tribunal, num processo contra o Estado e, nesta acção, “a Câmara está ao lado” da construtora. Referindo-se ao Governo, Dores Meira diz que “não é pessoa de bem porque mente às pessoas”.

Em finais de Fevereiro do ano passado, António J. Gonçalves, presidente do Grupo Libertas, confirmava a O SETUBALENSE a aquisição da Bateria de Albarquel por 2,2 milhões de euros e, na altura, aguardava que a aprovasse o projecto para a construção de empreendimento turístico naquele equipamento, num investimento a rondar os 9 milhões de euros.

Agora, ao que parece, o projecto já terá o acordo da Câmara e, pelo que deu a saber a
presidente Dores Meira, o engulho do projecto está na decisão do Estado.

Considerado o maior promotor nacional em número de unidades construídas, o Grupo
Libertas, está a investir no Seixal na construção do Hotel Mundet, um equipamento voltado à Baía e que promete dar novo élan ao concelho na capacidade de captar turismo de qualidade.

No mesmo concelho vai avançar com uma mega-urbanização na Quinta da Trindade, com 11 condomínios privados de habitação num total de 1516 apartamentos. A marca Grupo Libertas está ainda em Alcochete com o empreendimento Tagus Bay e Praia do Sado, para além da quinta biológica em Palmela.

Por Francisco Alves Rito e Humberto Lameiras

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