SOS Sado aplaude iniciativa da SOS Animal de convocar partidos para investigar morte de golfinhos

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No espaço de uma semana apareceram cinco golfinhos mortos na península de Troia. A suspeita recai sobre as dragagens no Sado, mas não há certezas sobre as causas 

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O aparecimento de cinco golfinhos mortos no rio Sado no espaço de poucos dias está a levantar suspeitas de causa possível relacionada com as dragagens que decorrem no estuário para alargamento do canal de navegação de acesso ao Porto de Setúbal. Mas certezas não existem enquanto as mortes não forem investigadas. A SOS Animal quer que os próprios partidos políticos se envolvam para conseguir esclarecimentos.

Para a SOS Animal existe motivo de suspeita porque “normalmente os arrojamentos de cetáceos estão ligados a grandes tempestades ou alguns fenómenos naturais”, afirmou Sandra Duarte Cardoso, presidente desta organização, em entrevista à TVI. Sem que nenhuma destas situações tenha acontecido, a “forte suspeição relacionada com as dragagens”, passa também por “não terem sido feitas as diligências normais” para estas situações”, afirma.

“Não temos informação que tenham sido feitas as autópsias ou as identificações dos animais para perceber se pertenciam ou não ao grupo dos golfinhos roazes do Sado”, acrescenta a presidente da SOS Animal, que refere ainda não ter existido a normal comunicação prévia referente a estes casos.

Com as organizações não governamentais a “não obterem resposta” quando pedem informações sobre este tipo de situações, a SOS Animal decidiu pedir aos partidos políticos para serem eles a requerer a investigação sobre a morte destes golfinhos e concluir se foram ou não tomadas diligências.

Este grupo refere ainda que têm aparecido gaivotas mortas com sintomas de intoxicação, o que poderá estar relacionado com a deposição de sedimentos decorrentes das dragagens. Sandra Duarte Cardoso alerta que se estes sedimentos forem tóxicos podem influir sobre as pessoas quando chegar a época balnear e estiverem na praia.

“Apelámos por isso aos grupos parlamentares que solicitassem esclarecimentos junto das entidades competentes e autarquias, recomendando ainda o esclarecimento público destas questões de interesse nacional, não só para confirmar as consequências nefastas das dragagens do Sado no ecossistema, mas também nos seus habitantes e na saúde pública”, lê-se em post da SOS Animal no Facebook.

Satisfeitos com esta decisão da SOS Animal, ficaram os responsáveis pela organização SOS Sado que através da mesma rede social dizem que a população “tem o direito de ser esclarecida quanto ao que se passa no seu habitat, tendo em conta uma preocupante cadência de aparecimento sem vida daqueles que também nele habitam e que não têm voz para se defender, devendo ser esta uma causa que nos preocupa a todas e todos”.

Assim sendo, a SOS Sado pretende que se realizem “os necessários procedimentos [para conhecer] os dados recolhidos sobre as carcaças dos animais, a sua identificação, causas de morte e números reais, para que melhor se perceba o cenário que ocorre nesta altura no estuário do Sado e zonas limítrofes, que aparenta propiciar o aparecimento de golfinhos mortos e de dezenas de gaivotas já mortas, ou moribundas”, na península de Troia.

Acrescenta a organização ambientalista que “esta foi a semana de descargas em jacto na zona da restinga onde as gaivotas foram presença assídua junto da draga Breydel”.

Perante estes quadros de suspeita, a SOS Sado afirma que necessário “exigir às autoridades competentes todos os esclarecimentos acerca dos contornos destas mortes, e a garantia de que as mesmas não indiciam qualquer perigo para a saúde pública. Nessa medida, aplaudimos a iniciativa da SOS Animal – Grupo de Socorro Animal de Portugal de solicitar junto dos grupos parlamentares a obtenção de informações nesse sentido.

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