Submarino “Tridente” partiu de Almada para combater tráfico de droga e de pessoas

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Imagem da Marinha Portuguesa

Regresso previsto para Março. Comandante explica que vantagem do submarino é funcionar de “forma discreta sem alterar o meio ambiente”

 

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O submarino português “Tridente” partiu esta segunda-feira numa missão de dois meses no Mar Mediterrâneo, que, de forma “discreta”, pretende recolher informações que ajudem no combate ao tráfico de droga e de pessoas.

“A grande vantagem do submarino é mesmo essa, fazer de forma discreta sem alterar o meio ambiente, ou seja, nós estamos no local e o prevaricador não sabe que está lá o submarino a efectuar recolha de informação”, explicou o comandante Ribeiro da Paz.

O militar falava aos jornalistas na Base Naval de Lisboa, em Almada, no distrito de Setúbal, na cerimónia de despedida dos 32 homens e uma mulher que estarão submersos nos próximos 60 dias, para recolher “informação vital” sobre o tráfico de armas, drogas e pessoas.

Ainda assim, indicou, o submarino “não tem uma acção imediata na contra-ordenação”, apenas recolhe “o padrão de vida na área” para o transmitir “aos parceiros da Aliança Atlântica que actuarão no mar com meios de superfície ou de terra”.
Esta é uma missão que se insere nas operações “Sea Guardian”, da NATO, que é mais focada no tráfico ilícito de armas e estupefacientes, e na “Shopia”, dinamizada pela União Europeia para combater a migração ilegal.

Foi uma partida sob um nevoeiro intenso, mas com “a moral da guarnição sempre em cima”, até porque, até porque “num corredor exíguo como é o espaço interior do submarino, convém que todos estejam bem-dispostos”, mencionou o comandante.
O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, esteve presente na cerimónia, frisando que, através desta missão, Portugal está “a contribuir para tornar o mediterrâneo um pouco mais seguro”.

“Esta é uma operação muito importante porque todos nós conhecemos as tragédias que se vivem quotidianamente no Mediterrâneo, tragédias humanas e também algumas fontes de insegurança que afectam também Portugal”, explicou.

Segundo o governante, a segurança nesta zona “teve alguma melhoria” no ano transacto, mas “as condições mais amplas mantêm-se, nomeadamente a insegurança no Norte de África e também grandes dificuldades no continente africano que são fonte de migrações para a Europa”.

No final da participação nestas operações, o submarino Tridente realiza um exercício no sul de Espanha, com a Marinha Espanhola, o que, segundo Gomes Cravinho, “permite reforçar a capacidade conjunta para combater os flagelos, que são os mesmos”.

O regresso do “Tridente” à Base Naval de Lisboa está previsto para Março.

Lusa

 

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