As urgências do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, vão estar sem atendimento a crianças, entre as 20:00 desta terça-feira e as 08:00 de quinta-feira, devido à falta de médicos.
“Nos dias 31 de dezembro (terça-feira) e 01 de janeiro (quarta-feira), as urgências do HLA não terão capacidade para o atendimento a crianças”, que, “em caso de necessidade, deverão ser dirigidas para os hospitais mais próximos, como Setúbal, Beja ou Évora”, disse hoje à agência Lusa o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), Luís Matias.
No litoral alentejano, indicou o responsável da ULSLA, que gere o HLA, estarão a funcionar as urgências básicas de Alcácer do Sal e de Odemira “que farão o atendimento total e encaminharão, para onde for necessário, alguma resposta que não possam dar”.
“O constrangimento verifica-se apenas no Hospital do Litoral Alentejano para o atendimento de crianças, devido à falta de disponibilidade dos médicos, a maioria prestadores de serviço e alguns estrangeiros, que viajaram para os seus países, e os que ficaram são insuficientes”, acrescentou Luís Matias.
Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, considerou a “chamada ‘urgência pediátrica’ do litoral alentejano uma ficção”, criticando o Governo e o conselho de administração da ULSLA pela “incapacidade” em garantir igualdade de tratamento aos utentes da região.
“A chamada ‘urgência pediátrica’ do litoral alentejano é uma ficção porque não tem pediatras. Há um atendimento a crianças feito por especialistas de medicina geral e familiar e até aí os alentejanos são discriminados porque não têm direito a pediatras”, disse Jorge Roque da Cunha.
Para o dirigente sindical, “a questão de fundo tem a ver com a incapacidade que o Governo e o conselho de administração da ULSLA têm demonstrado em garantir igualdade de tratamento aos utentes do HLA”.
“Só depois da nossa pressão mudaram o nome para atendimento a crianças e ao longo dos meses vão constituindo escalas de urgência muito abaixo dos mínimos”, sublinhou.
Lusa




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