Quinta-feira vai ouvir-se Sado na Assembleia da República

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Depois da vigília junto ao rio, do protesto frente à Câmara de Setúbal, o não às dragagens vai chegar à AR

Frente à escadaria do parlamento, para esta quinta-feira, está convocada uma manifestação. São grupos ambientalistas e de cidadãos que receiam que o estuário do Sado fique menos azul

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Na hora em que estiverem a ser debatidos em comissão parlamentar projectos de resolução de PSD, Bloco de Esquerda, PAN e PEV para suspender as dragagens no estuário do Sado, frente à Assembleia da República vão ouvir-se vozes de protesto com as palavras de ordem: “é urgente parar as dragagens – todos em defesa do rio Sado!

Trata-se da manifestação de protesto convocada para esta quinta-feira, às 15h00, em São Bento, frente à escadaria do parlamento, pela SOS Sado, o Clube da Arrábida, a Associação Zero, a Ocean Alive e a Assembleia Popular em Defesa do Sado.

Nessa tarde, deverá ser discutida em sede da Comissão de Ambiente, para além das propostas apresentadas por quatro partidos políticos, incluindo a do PSD, a petição pública impulsionada pelo movimento SOS Sado assinada por várias centenas de pessoas.

Em comunicado emitido pela designada “Caravana Sadina”, é referido que se estas propostas, forem “votadas favoravelmente, na sexta-feira, produzem uma recomendação ao Governo. Não têm só por si a capacidade de travar este crime ambiental, no entanto poderá ser um passo importante nesta nossa luta”.

A ideia de avançarem em “manifestação ruidosa” para a Assembleia da República nasceu da assembleia aberta que decorreu na última vigília, a 8 de Dezembro, no Jardim da Beira Mar, em Setúbal.

Relembram estas organizações em comunicado que as “dragagem de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do estuário do rio Sado já começaram na passada noite de 12 para 13 de Dezembro”, sendo que as “manchas de lodo criadas por estas obras foram visíveis desde as primeiras horas”.

Quanto aos metros cúbicos de areias a ser arrastadas com as dragagens, a Administração dos Portos de Setúbal e Lisboa tem falado numa única fase de intervenção que corresponde a “3,5 milhões de metros cúbicos de areia”.

 

 

 

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