Projecto para requalificar Braamcamp viabilizado em Assembleia Municipal

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Procedimentos e peças conexas do plano foram aprovados pela maioria socialista, com duas abstenções e um voto contra do PSD e os votos contra da CDU, do BE e PAN. No total houve 15 votos a favor e 14 contra

Luís Geirinhas

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Os procedimentos e peças conexas do projecto de requalificação da Quinta do Braamcamp, foram aprovados pela maioria socialista durante a sessão desta quarta-feira da Assembleia Municipal do Barreiro (AMB), com 15 votos favoráveis, duas abstenções do PSD e 14 votos contra da CDU (10), BE (2) PAN (1) e PSD (1)  numa reunião marcada por uma elevada participação da população e por alguns momentos de contestação por parte das bancadas de oposição à decisão daquele executivo camarário.

O presidente da AMB, André Pinotes Baptista (PS), começou por congratular-se com o facto de a sessão acontecer com a sala da Biblioteca Municipal “cheia” e assinalou que a participação cívica tem sido importante para o trabalho desenvolvido por aquela que é “a casa da Democracia” do concelho. “Aqui ninguém nos deixa pressionar nem impressionar”, frisou, referindo-se às “manifestações que nos foram trazidas e formuladas, e até por cartas abertas que foram dirigidas”, que apelavam ao sentido de responsabilidade e maturidade política dos deputados municipais que afirmou “serem desprovidas de sentido”. O presidente daquele órgão garantiu ainda que nenhum dos 31 membros que fazem parte da AMB “foi silenciado ou tirado o direito de poder exprimir em plena liberdade aquilo que sentia”.

Não obstante, os trabalhos foram iniciados com recomendações da CDU, PSD e Bloco de Esquerda, para a retirada da proposta e pela sugestão bloquista para a mesma ser submetida a um referendo local, posição afastada no imediato pelo presidente de câmara Frederico Rosa. “É com surpresa que oiço estes pedidos de requerimentos e quero lembrar que fizemos várias reuniões individuais com os partidos e pelo menos quatro reuniões de comissão sobre este tema”, disse, tendo sublinhado que “acolhemos os contributos que foram chegando e levámos a reunião de câmara”. Dirigindo-se aos deputados afirmou que era chegada a vez dos mesmos decidirem, razão pela qual não retirou a proposta a votação.

“Opção de construção pretende dinamizar espaço”

Foi nessa altura que o autarca destacou que “a opção por viabilizar construção” na quinta “é feita porque acreditamos que, com habitação e espaço público, teremos uma vivência e dinamização do espaço”, que tem o dobro da dimensão do Parque da Cidade e que não fica situada “numa zona de passagem”. Na sua opinião, esta opção camarária dará lugar a uma área “vivida, fruída e à disposição de todos, mas com capacidade de criar valor para o território” onde está inserida e, desta forma, possibilitar “criar emprego e suprir necessidades do concelho”.

Apesar de algumas interrupções e perante uma assistência de 265 pessoas, no local e pela internet através da página do município, Frederico Rosa recordou que “não existia nenhum projecto para esta área” e esclareceu que “as medidas de mitigação previstas para aquela construção” vão obrigar a autarquia à criação de “mecanismos concretos de combate às alterações climáticas”, para evitar situações de inundação do território e coloca-lo “ao serviço de todos os barreirenses”, em prol do que salientou ser mais um passo para o “progresso” do Barreiro.

Nota: Noticia alterada às 10h40 na parte do sentido de voto. A votação de cada partido foi melhor precisada.

 

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