18 Janeiro 2021, Segunda-feira
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Aluna finalista dedica investigação a genocídio pela fome na Ucrânia

Embaixadora da Ucrânia elogia iniciativa como marco de novas parcerias educativas com o colégio

 

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Holodomor ou “Holocausto Ucraniano” é o nome atribuído à fome causada por Josef Stalin, no comando da União Soviética, que devastou a República Socialista Soviética da Ucrânia, com a morte de 2,4 até 12 milhões de ucranianos. Este genocídio foi agora recordado pelo St. Peter’s International School, num evento que contou com a participação da embaixadora da Ucrânia, Inna Vasylivna Ohnivets.

“Esta ideia que surgiu a partir de temas apresentados na disciplina de História e pelo facto de, ainda hoje, poucas pessoas falarem sobre o genocídio ocorrido na Ucrânia, com a intenção de que o episódio seja apagado da história da Europa, quando deve ser sempre recordado”, comenta a aluna Catarina Rosa Lopes, finalista do International Baccalaureate no Colégio St. Peter’s International School e responsável pela produção de conteúdos e organização do evento.

A aluna defende ainda a sua escolha pelo impacto deste genocídio na política internacional e pela violação de Direitos Humanos que representa. “Estima-se que o Holodomor tenha levado à morte por fome de mais de 7 milhões de pessoas. Um número que tem vindo a crescer à medida que são disponibilizados publicamente os arquivos da ex-URSS”.

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Grândola, primeiro município português a reconhecer genocídio

 

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Inna Vasylivna Ohnivets recordou o Holodomor perante um auditório com lotação completa por alunos e professores. “Um tema muito difícil para o mundo inteiro, porque além da Ucrânia, o silêncio da Europa sobre o que aconteceu ainda hoje marca a política internacional”.

“A tragédia vivida entre 1932 e 1933 é recordada todos os anos, no quarto sábado de Novembro, com acções especiais a decorrer na embaixada da Ucrânia, para homenagear as vítimas e os seus familiares. Este ano não é excepção”, confirma a diplomata deixando o convite a todos os alunos do St. Peter’s International School, para que participem. “Um momento único para reforçar laços entre o colégio e a embaixada, de forma a promover futuros intercâmbios de alunos, entre outros programas educativos”.

Em Portugal, o município de Grândola foi o primeiro território a reconhecer o Holodomor como genocídio, através da aprovação de uma moção em Sessão de Câmara, seguiu-se depois, também em 2017, o reconhecimento internacional deste genocídio por 16 países, incluindo Portugal.

 

Fotografia Mário Romão

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