Matilha de cães está a dizimar colónias de gatos da cidade

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São cerca de uma dúzia e descem à cidade para matar gatos. A autarquia está a colocar armadilhas para os apanhar

 

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Uma matilha com cerca de uma dúzia de cães abandonados, vindos da Serra da Arrábida, está a atormentar a cidade de Setúbal. A Câmara está em cima da situação, mas ainda não a conseguiu controlar, porém, esta ‘invasão’ terá os dias contados se quem alimenta estes canídeos acompanhar as medidas indicadas pela autarquia.

A colónia de gatos da Quinta Alves da Silva, Fonte Nova e mesmo da Lota de Setúbal está a ser dizimada por estes cães que terão sido abandonados na Serra. Juntos em ‘alcateia’, descem à cidade e ‘caçam’ o que lhes é natural, gatos e outros animais. No caso dos gatos, dizem os cuidadores destas colónias que já estão reduzidas a metade, e o outro lado da moeda é a proliferação de ratos e baratas.

É de madrugada que estes cães descem à cidade e atacam os gatos, alguns deles controlados pelos cuidadores e esterilizados, mas que circulam livremente pelas ruas. “Temos conhecimento que esses cães procuram os gatos onde eles se concentram para procurar comida, nomeadamente na zona da lota”, diz a vereadora da Câmara de Setúbal Carla Guerreiro. “Não comem os gatos, matam-nos, está na natureza deles”, acrescenta.

 

Não atacam pessoas mas devemos evitar

 

Quanto a existir risco para as pessoas, assegura a vereadora que “podem estar descansadas” até porque estes animais “não são completamente silvestres, foram abandonados e deixam-se alimentar pelas pessoas”. Contudo, avisa para que não tentem interagir com eles. “Recomendamos que as pessoas não tenham comportamento de risco junto deles”.

A agirem em matilha, com um ou dois líderes, Carla Guerreiro diz que o comportamento destes cães já é conhecido, dai que a autarquia, em conjunto com quem os alimenta, esteja a colocar armadilhas em locais estratégicos da serra para os capturar. E o certo é que já foram capturados quatro, sendo dois deles cadelas, indica a vereadora. Mas não tem sido fácil, “são animais inteligentes que se apercebem das capturas e dispersam”.

Entretanto, os resgatados “são colocados no canil municipal; é observado o seu estado sanitário, são esterilizados e é avaliado o seu comportamento sociável. Os que não forem completamente silvestres e aceitem um processo de socialização, ou ficam no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia (CROAC) da autarquia ou vão para adopção”, explica a vereadora.

Uma das dificuldades para a autarquia é o CROAC já ter muitos animais pelo que “estamos a procurar soluções com as associações que cuidam de animais para ficarem com alguns deles até as obras de requalificação do canil estarem acabadas”.

Quanto à possibilidade de alguns dos animais capturados serem abatidos, afirma Carla Guerreiro que essa será sempre a última opção, e só acontece “em casos de animais em estado avançado de doença. Nunca por terem estado em matilha”.

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