Barreiro ergue direito à família e à educação na bandeira do Selo Protector

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Entrega do Selo Protetor 2019 a 27 instituições ficou marcada pela vontade das CPCJ querem que a sociedade as veja como parceiras e não como elementos de julgamento

 

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O Barreiro recebeu ontem a Cerimónia de Entrega do Selo Protetor, distinção máxima entregue pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), a instituições da Educação parceiras na protecção dos direitos das crianças e jovens.

A distinção foi entregue a 27 instituições de norte a sul do país, representadas no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro. E no concelho anfitrião do Selo Protector foram distinguidos o Agrupamento de Escolas de Santo António e o Agrupamento de Escolas do Barreiro.
A sessão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, vereadores Sara Ferreira e Bruno Vitorino, presidente da CNPDPCJ, Rosário Farmhouse, directores dos agrupamentos de escolas distinguidos, representantes do ministério da Educação e de Comissões de Protecção de Crianças e Jovens e IPSS de vários pontos do país.

Durante a Cerimónia de Entrega do Selo Protetor 2019 o debate levado a palco pelas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens do Barreiro e Felgueiras, destacou a importância do acesso à educação e o direito à família.

Dina Peixoto, presidente da CPCJ de Felgueiras apresentou uma reflexão sobre os desafios que os novos modelos de famílias impõem às comissões “sendo necessário um novo olhar sobre o tempo que a família tem e as condições a que vive condicionados”.

Um parecer avançado ao encontro do direito ao “tempo para brincar, que nem sempre é possível ter em família devido ao ritmo do dia-a-dia, sendo por isso fundamental que a escola seja um espaço de complementaridade e pertença”.

Em foco esteve também o facto de “hoje as famílias que nós assinalamos [CPCJ] por casos de negligência ou violência doméstica, não serem as mesmas famílias de há vinte anos. Já não actuamos apenas junto de determinadas comunidades que, à partida seriam a únicas com problemáticas. Hoje, a actuação é transversal porque a violência doméstica é um problema de toda a sociedade e tem que ser pensado dessa forma”, disse.

Isabel Dantas, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Barreiro, referiu ainda que os técnicos das comissões “não podem ser vistos como ‘os maus’, mas sim como profisisonais que querem e podem ajudar as famílias”. Para a presidente da CPCJ do Barreiro, socialmente, deve ficar clara uma mensagem. “Nós não queremos tirar crianças às famílias, queremos devolver crianças a famílias felizes”, sendo por isso essencial manter um trabalho de articulação entre as comissões, as escolas e as famílias, “sem medos, porque pedir ajuda não deve ser uma vergonha”.

Rosário Farmhouse referiu que esta é “sem dúvida” a mensagem que os profissionais da área devem “transmitir à sociedade, porque o direito à família e à educação é universal e é nosso dever garantir a sua concretização, através de uma actuação que não prive as famílias de conviverem, mas sim que as ajude a enfrentar momentos menos bons e a encontrar soluções para o futuro”.

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