PCP admite derrota mas garante não baixar os braços

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Com três deputados eleitos, menos um do que nas Legislativas de há quatro anos, a CDU não se dá por enfraquecida. Da análise dos resultados de 6 e Outubro, a Direcção Regional comunista diz que o quadro político está diferente e não sorri para uma Geringonça 2.0

 

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A CDU reconhece ter perdido votos nestas Legislativas comparativamente com as de 2015 e que este resultado se traduz num quadro político em que “os trabalhadores e o povo vêem as perspectivas de defesa, conquista e avanços de direitos e rendimentos saírem enfraquecidos”.

Esta é uma das conclusões da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP (DORS) depois de ter analisado os resultados eleitorais para a Assembleia da República. Da reunião da passada terça-feira foi ainda decidida a necessidade da estrutura política avançar com “linhas de intervenção imediatas para desenvolver a iniciativa política e o reforço do partido”.

Este tema será por certo focado por Jerónimo de Sousa já no dia 26 de Outubro, no comício no Seixal, às 15h00. Em comunicado, a DORS frisa que a “dinamização” do partido assim como a “iniciativa política e o reforço da sua organização”, são elementos “nucleares para prosseguir e ampliar a luta pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das populações”. Do mesmo modo, considera fundamental para o crescimento da influência política do PCP, “um renovado empenho dos militantes e organizações”.

 

PSD e CDS com política condenada

 

Ainda na base da análise dos resultados eleitoras, os comunistas fazem questão de reafirmar que apesar do PS ter conquistado mais mandatos “não consegue, quer no plano regional quer no plano nacional, obter a maioria absoluta”. A par disto, “o PSD e o CDS vêm ser reconfirmada e aprofundada a condenação que há quatro anos os portugueses tinham dado à sua política”, enquanto “o BE reduz a sua votação na Região e não cresce a sua influência, e o PAN consegue eleger um deputado”.

Esta é a análise fria da DORS de onde depreende, na perspectiva nacional, que a relação de forças deste quadro é semelhante ao de há quatro anos mas, “não permite iludir que esta arrumação de forças no plano institucional corresponde a uma conjuntura política distinta da verificada em 2015”. Com isto os comunistas parecem não estar convictos para entrarem num Geringonça 2.0.

Em comunicado, a DORS do PCP reafirma à população da Região que “como sempre, seremos fiéis aos compromissos assumidos, iremos com os resultados eleitorais obtidos e os mandatos alcançados, prosseguir com determinação e independência política a intervenção e luta pela melhoria das condições de vida dos portugueses”.

Ao que acrescenta usar os votos conseguidos para “criar caminhos e condições politicas para o desenvolvimento de uma política patriótica e de esquerda que responde aos problemas nacionais e às aspirações populares”.

 

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