Menina de cinco anos baleada na Bela Vista em estado grave

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Familiares levaram criança baleada ao hospital, mas mantêm silêncio sobre origem do disparo e localização da arma

 

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Uma menina de cinco anos encontra-se em estado grave após ter sido baleada, dentro de casa, no bairro da Bela Vista.

Sobre a ocorrência, o Comando Distrital da PSP de Setúbal, afirma que “não houve um tiroteio associado ao caso”, embora não possa “esclarecer as condições em que o disparo terá ocorrido”, apesar de as instalações da 2ª Esquadras ficarem próximas ao prédio onde a situação ocorreu. “Temos apenas conhecimento de que uma criança foi baleada e encaminhada para o hospital, tendo sido já no hospital que um agente identificou o caso e reportou ao Comando. Origem do disparo e autor continuam por identificar”.

A Polícia Judiciária de Setúbal informou O Setubalense que “a vítima tem etnia cigana e terá sido baleada em casa, com um tiro de caçadeira”.

Após ser levada ao Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, por familiares a criança foi encaminhada para o Hospital de São José, em Lisboa, onde ainda se encontra em estado grave.

Segundo a PJ, “tudo aponta para um disparo acidental durante o manuseamento negligente de uma arma, até porque o local onde ocorreu é próximo às instalações da PSP, no bairro da Bela Vista e não foram registados conflitos, ou outras reacções, como acertos de contas”.

A Judiciária revela que o contacto com os familiares da vítima já foi realizado, mas ainda não foi possível averiguar confirmar definitivamente o que está na origem deste disparo, com os mesmos a remeterem-se ao silêncio. “E devido a medicação analgésica a menina também não está em estado para responder às questões colocadas pelas polícias”.

Quanto ao paradeiro da arma, até ao momento “é desconhecido”. Com todas as hipóteses em aberto a investigação continua a decorrer.

 

2494 Armas apreendidas

 

Sobre casos com armas não registadas, em moldes semelhantes ou no seguimento de conflitos deliberados, Vitor Paiva, director do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal (DIC), considera que não têm aumentado no distrito de Setúbal, “mas continuam a estar muito presentes”.

O DIC destaca, em particular, casos mais recentes “como a ocorrência no restaurante de Aldeia e Paio Pires”, no Seixal, que terá envolvido pelo menos oito indivíduos e “disparos no Bairro da Jamaica”.

No centro destas ocorrências estão “muitas vezes, o que as forças de segurança identificam como armas de utilização comunitária”. Nesses casos a arma, ou armas utilizadas, são pertença de um grupo que as utiliza e esconde em locais acordados, à medida que são necessárias. “Casos muito comuns não só no bairro da Jamaica [no Seixal], como no bairro do Vale da Amoreira [concelho da Moita]”.

Um modus operandis que dificulta a identificação e apreensão de armas ilegais utilizadas para a prática de crimes.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna, em 2018 foram registadas 2494 apreensões de armas no âmbito da prática de criminalidade grave. Menos 573 que no ano anterior.

Números ao encontro do que o director do DIC de Setúbal identifica como um possível decréscimo. Embora se mantenham as utilizações não só na prática de crimes, mas também de forma ilegal em festejos, como aniversários e passagens de ano.

“Situações negligentes que ocorrem com mais frequência no seio da comunidade cigana e podem levar a casos como o que foi registado em Setúbal esta semana, com uma criança baleada”.

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