PS demolidor iguala melhor de sempre na região

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A secretária-geral adjunta e cabeça-de-lista dos socialistas pelo distrito fala em grande vitória

Socialistas vencem em todos os concelhos e elegem tantos deputados como os adversários juntos: nove. PAN foi o outro vencedor da noite, estreando-se a eleger pela região. BE mantém votação. PSD e CDS naufragam; CDU regista pior resultado de sempre

 

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Um PS demolidor vincou, ontem, a hegemonia que detém no distrito de Setúbal desde 1995 ao conquistar a oitava vitória consecutiva em legislativas, elegendo pela segunda vez nove deputados pela região, mais dois do que em 2015.

Tantos quantos os alcançados pelos seus adversários juntos: CDU (3), PSD (3), BE (2) e… PAN, debutante a eleger (1).

O partido da mãozinha varreu tudo – leia-se, triunfou de “costa a costa”, nos 13 concelhos da região –, igualando o melhor resultado da sua história no círculo eleitoral sadino, no que toca ao número de mandatos. Em 1995, naquele que foi então o segundo e maior triunfo “rosa” de sempre na região, o PS de Guterres, com António Vitorino como cabeça-de-lista por Setúbal, chegava aos nove deputados com o maior número de votos registado até hoje (recorde) em eleições legislativas (194.313, equivalentes a 44,88%). Agora, com António Costa como líder e Ana Catarina Mendes a encabeçar a lista pela região, os socialistas repetem a dose de eleitos, mas quedando-se pelos 153.433 votos – quinto melhor registo de sempre, neste particular –, que se traduziram numa percentagem de 38,58 da votação.

PAN rico em crescimento e derrotados

O PAN foi o outro grande vencedor da noite, estreando-se a conquistar um dos 18 mandatos atribuídos na região. O partido animalista, com uma ascensão meteórica, passou dos 1,93% (8.167 votos) em 2015 para a casa dos quatro pontos percentuais (4,44%), mais do que duplicando o número de votos (17.529).

O Bloco de Esquerda manteve os dois deputados conquistados em 2015, registando ligeira quebra percentual.

O PSD e o CDS – que há quatro anos concorreram coligados, obtendo cinco eleitos (quatro e um, respectivamente) com 22,59% (95.659 votos) – foram os grandes derrotados no distrito. Os social-democratas elegeram três deputados (perderam um), mercê de 14,39% (56.860 votos). Foi o quarto pior resultado do partido em termos percentuais e de número de votos na região (1975, 1976 e 1983 suplantaram o registo de ontem). Sozinho, em 2011, o PSD alcançara 25,15% (105.965 votos).

Já os centristas ficaram, pela primeira vez neste milénio, sem qualquer representante do distrito na Assembleia da República, cenário que haviam vivido em cinco ocasiões anteriores (1975, 1976, 1985, 1987 e 1991). Pior do que ontem, com 2,96 pontos percentuais – uma queda vertiginosa relativamente ao último resultado conquistado a solo, em 2011, quando os democratas-cristãos atingiram os 12,02% (melhor marca histórica) – só mesmo em 1975 (1,55%), 1987 (1,88%) e 1991 (2,69%). Em termos de votos (11.703), esta foi a quarta pior marca.

A CDU não fez melhor (15,75%, equivalente a 62.236 votos). Igualou o pior resultado de sempre (de 2005) ao nível de mandatos (três) e registou o menor número de votos da sua história.

A abstenção bateu o recorde na região (46,36%). Os resultados de ontem confirmaram em absoluto a sondagem da Eurosondagem publicada na edição de sexta-feira passada por O SETUBALENSE.

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