Jerónimo só critica “PS ao lado do capital” e apoia defesa dos trabalhadores

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Comunistas dizem que só criticam Governo PS quando têm razões para isso

 

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O secretário-geral comunista esclareceu no Sábado que o PS só merece a sua condenação quando “se põe ao lado do capital”, pois o PCP apoiou o Governo minoritário socialista quando o executivo “procurou defender os interesses dos trabalhadores e reformados”.

Jerónimo de Sousa, num jantar-comício no Salão do Povo de Sines, lamentou ainda que o elenco governativo liderado por António Costa, quando acedeu a várias das iniciativas legislativas de comunistas ou ecologistas, tenha manifestado quase sempre renitência ou oposição inicial, na maioria das vezes.

“Há amigos socialistas que, muitas vezes, nos dizem ‘epá, vocês criticam muito o PS’. E eu pergunto, criticamos com que razão? Criticamos quando o PS se põe do lado do capital, do lado de uma multinacional para complicar a vida ao setor do táxi, em relação aos milhões e milhões que vão para as Parcerias Público-Privadas (PPP), aos milhares de milhões que vão para a banca, para os banqueiros e esta questão da legislação laboral que aprovou, à pressa, nos últimos dias, que vai complicar a vida aos trabalhadores, particularmente das futuras gerações”, disse.

“Há um PS que, nesta matéria, se identifica com os interesses dos poderosos e por isso a nossa crítica. Muitas vezes nos perguntam, ‘mas vocês estão lá na Assembleia [da República], apoiam o Governo, e depois vêm cá para fora criticar? Nós dizemos, sempre que o PS procurou defender os interesses dos trabalhadores e reformados e pensionistas, alinhando nas nossas propostas, teve o nosso apoio. O que não podemos apoiar é aquilo que eles fazem contra os trabalhadores e os reformados”, explicou.

Ainda sobre as alterações ao Código do Trabalho, entretanto alvo de pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade, Jerónimo de Sousa justificou a atitude do PS com a submissão Às imposições de Bruxelas, à semelhança do conceito de “contas [públicas] certas”.

“O PS aprova esta legislação laboral não por raiva ou ódio aos trabalhadores. É porque se submete às orientações da União Europeia, do euro e do grande capital”, lastimou.

 

Desfile e comício em Almada

 

O desfile e o comício da CDU, em Almada, também este fim-de-semana, juntou muitas centenas de pessoas numa “impressionante manifestação de força e determinação da CDU”, considerou a campanha. Os participantes, empunhando bandeiras da coligação, desfilaram entre o portão principal da base naval do Alfeite e a centenária colectividade SFUAP, onde teve lugar o comício.

Jerónimo de Sousa apelou aos presentes para que, no tempo que ainda falta para as eleições, esclarecerem o maior número de pessoas possível para “a necessidade de dar mais força à CDU para que o que foi alcançado não só não desapareça como seja possível avançar mais”.

Antes, o primeiro candidato por Setúbal, Francisco Lopes, enumerou algumas propostas da CDU para o distrito, particularmente a construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, em vez do “apeadeiro” no Montijo; a ligação fluvial entre os concelhos da Margem Sul do Tejo; e a terceira travessia do Tejo, em modo rodoferroviário.

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