Caso de João Marinho prossegue há 50 dias sem resposta

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Desaparecimento voluntário continua a valer como possibilidade principal. Autoridades colocam hipótese de João Marinho ter outras contas bancárias

 

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Cinquenta dias depois do desaparecimento de João Marinho, a Polícia Judiciária de Setúbal prossegue investigações “sem novos factos a adiantar”,segundo fonte próxima ao Departamento de Investigação Criminal.

Os testemunhos da filha e esposa, Sara Marinho e Maria Manuela Marinho, respectivamente, foram registados, assim como os de outros familiares e amigos. Mas, até agora, segundo as autoridades, “nada se pode acrescentar” em relação aos primeiros factos apontados pela família, no dia 9 de Junho.

João Ribeiro Pereira Marinho, de 73 anos, foi visto pela última vez em Azeitão, na manhã desse domingo. Ia ao encontro de um grupo com o qual faz caminhadas. Nesse dia saiu mais tarde de casa e desencontrou-se do primo, que participa na mesma actividade.

No dia 9 de Junho as horas passaram e a família considerou o atraso fora do comum. Marcavam 12h00 quando, no máximo, pelas 11h00 deveria regressar a casa. Estava dado o alerta.

Na busca por João Marinho família e autoridades colocaram várias possibilidades em aberto. Desde a possibilidade de um acidente ao desaparecimento voluntário fundamentado pelo facto de ter, alegadamente, em sua posse uma elevada soma em dinheiro.

Mais tarde, em entrevista a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, Sara Mariho esclareceu que, “no dia do desaparecimento essa já não seria uma quantia tão avolutada”, que permitisse ao pai sobreviver várias semanas sem movimentar o dinheiro das suas contas. Questionada sobre essa impossibilidade devido ao bloqueio de cartões multibanco, Sara Marinho exclareceu também que “os cartões foram cancelados por recear que tivesse ocurrido um assaltado. Mas foram apenas os cartões. As contas podem ser movimentadas nos balcões das entidades bancárias a qualquer momento”.

Perante este cenário de silêncio e ausência de pistas Sara Marinho afirmou que a possibilidade mais forte, na sua opinião, é a de que “houve um acidente e ele foi levado por alguém de carro”, algures entre o início do percurso da caminhada e o final.

Outra possibilidade poderia estar relacionada com o facto de o seu pai ter perdido a orientação ou até mesmo “ter ido em direcção ao mar, porque no dia em que desapareceu usava calções, algo que não era habitual”.

O desaparecimento continua por solucionar. Entretanto as autoridades investigam todas as contas bancárias conhecidas do reformado não sendo descartada a hpótese de ter mais contas, para além das idnetificadas.

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