Desaparecido voluntário ou acidente? Polícia Judiciária investiga

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21 dias depois, o desaparecimento de João Marinho, em Brejos de Azeitão mantém-se envolto em mistério. Família quer novas buscas. Polícia Judiciária de Setúbal prossegue com investigações

 

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João Ribeiro Pereira Marinho foi visto pela última vez em Azeitão, na manhã de 9 de Junho. Ia ao encontro de um grupo com o qual faz caminhadas. Nesse dia João saiu mais tarde de casa e desencontrou-se do primo, que também participa nas mesmas actividades.

As horas passaram e a família considerou o atraso fora do comum. Estava dado o alerta para um desaparecimento que, 21 dias depois, continua por solucionar.

Entre as hipóteses para este caso, a Polícia Judiciária considera a possibilidade de um acto voluntário ou de um acidente.

A família, por seu lado, teme que o desaparecimento esteja relacionado com um acidente, como um atropelamento ou queda em poço por sinalizar.

As investigações prosseguem e tanto o telemóvel de João Marinho, como o computador já foram rastreados. A esposa, Maria Manuela Marinho e a filha, Sara Marinho, prestaram também declarações sobre pormenores da rotina de João Marinho nos dias anteriores ao desaparecimento e no próprio dia em que desapareceu.

 

Depressão e quantia elevada em dinheiro deixam dúvidas

 

João Marinho sofre de um quadro de depressão crónica que está controlado, não havendo indícios de qualquer distúrbio mental associado. A esta sintomatologia soma-se uma característica particular. João Marinho tem apenas uma corda vocal e esta característica impede-o de gritar ou falar alto. Por este motivo, em caso de ferimento e pedido de ajuda os seus chamados ficam condicionados.

Não obstante as questões de saúde, nos dias anteriores ao desaparecimento João Marinho teve algumas atitudes que, agora, deixam dúvidas entre os amigos.

O idoso teria em sua posse, aquando do desaparecimento, uma elevada quantia em dinheiro que movimentou para realizar uma viagem aos Açores, entre 30 de Maio e 3 de Junho.

A viagem foi realizada com um grupo de 50 pessoas ligado à Associação Gerações Sorrisos, de Almada e, durante o tempo em que esteve nos Açores, a quantia elevada de dinheiro causou estranheza entre os companheiros de viagem. Contudo, a esposa, Maria Manuela, tem referido que é habitual o marido ter em sua posse elevadas somas de dinheiro.

 

 

 

Momentos do caso de João Marinho

 

9 de Junho

Pelas 9h00, João Marinho sai de casa, em Brejos de Azeitão, para realizar a sua caminhada matinal. Veste pólo e calções azuis-escuros e usa mocassins beges.

Deixa óculos e telemóvel em casa. Mas leva o Cartão de Cidadão e cartão multibanco.

Segundo a família está também na posse de uma elevada soma em dinheiro.

João Marinho sai de casa mais tarde que o habitual e desencontra-se do primo, que também integra o grupo de caminhada.

A esposa do primo indica a João Marinho o percurso que o grupo segue, ao longo da Estrada Nacional 10.

Pelo final da manhã a família questiona a demora de João Marinho.

Assumiu-se a demora como um atraso.

Com o passar das horas a família lança o alerta entre vizinhos e amigos e começa a procurar por João Marinho nas imediações.

Segue-se o contacto com hospitais e a denúncia sobre potencial desaparecimento no Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana, em Azeitão.

 

16 de Junho

Prosseguem buscas pelo paradeiro de João Marinho.

Família e amigos pedem inclusive para que a GNR faça novas buscas com cães pisteiros, ao longo daquele que seria o percurso da caminhada de João Marinho e terrenos adjacentes.

 

28 de Junho

Telemóvel e computador de João Marinho são analisados pela Polícia Judiciária após requerer os mesmos à família.

Investigações incidem sobre a hipótese de um desaparecimento voluntário ou acidente, num poço não sinalizado.

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