Trabalhadores da ATF vincam luta por direitos iguais

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Os trabalhadores da ATF, na Mitrena, acusam a administração da empresa de não os colocar no mesmo patamar de outros trabalhadores de empresas ligadas ao Grupo The Navigator Company. Exigem direitos iguais e avançam para a segunda greve deste ano

 

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Pela segunda vez este ano os trabalhadores da fábrica de papel da ATF (About the Future), do Grupo The Navigator Company, em Setúbal, vão estar em greve. A paragem começa às 00h00 de 14 de Abril e não tem ainda tempo definido. “Estamos a rever o planeamento das paragens”, diz Diogo Marques, presidente da Comissão de Trabalhadores da empresa.

Segundo o representante dos trabalhadores, existe “discriminação” entre os operários da ATF e os operários de outras empresas ligadas à Navigator, é que apesar de terem as mesmas responsabilidades, as condições não são as mesmas. “Há trabalhadores lado a lado, com as mesmas tarefas, em que os da ATF ganham um salário menor”. E dá o exemplo dos operários da ex-Portucel que, comparativamente com os da About the Future, “ganham quase mais 500 euros”, afirma.

Para além da igualdade salarial, os trabalhadores desta unidade na Mitrena exigem “igualdade de direitos”, como “apoios sociais, regulação do plano de carreiras e ajuda no transporte”. Aliás, estas reivindicações já estiveram em cima na mesa na greve de 29 de Janeiro a 2 de Fevereiro, mas as razões dos cerca de 600 trabalhadores encontraram razões diferentes por parte da administração da empresa.

Os trabalhadores exigiam, e exigem, “um aumento salarial de 3% que garanta um mínimo de 30 euros a cada um”, mas a empresa só propôs 2% para os trabalhadores executantes e 1,5% para os quadros”, conta Diogo Marques.

Quanto à redução do horário de trabalho, os operários da ATF reivindicam 37,5 horas por semana, igual a outros de empresas ligadas à Navegator”, mas a administração “propôs 39 horas/semana para este ano e 38 horas/semana para o próximo ano”.

Como as negociações a falharam, os trabalhadores convocaram agora nova greve e voltam a marcar posição a exigir “Trabalho igual, salário igual”. E ao conjunto das reivindicações querem juntar a questão da ajuda do transporte para o local de trabalho. Afirma o presidente da Comissão de Trabalhadores que os colegas de outras unidades do grupo “têm subsídio para o transporte, ou outras soluções sem custo para os trabalhadores, mas os da ATF têm de pagar do seu próprio bolso”.

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