Costa da Caparica: Rua dos Pescadores veste de branco e preto com marca e alma

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A repavimentação da histórica artéria da Costa da Caparica há muito que era considerada “urgente”. O concurso vai ser lançado em breve e, se tudo correr bem, em Setembro a Rua dos Pescadores terá outra alma. As obras param no período de Verão

 

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A Rua dos Pescadores, um dos “ícones” da Costa da Caparica, como diz o presidente da Junta de Freguesia, vai ser requalificada, numa obra que, se tudo correr dentro dos prazos esperados, deverá começar muito brevemente. Para José Ricardo, esta intervenção de repavimentação, e não só, vai “melhorar a ligação do espaço urbano com o mar” e, ao mesmo tempo, dar mais “importância ao comércio local”.

Para o autarca está é uma obra “urgente” para dinamizar uma rua que está associada há história da vila – cidade desde 9 de Dezembro de 2004 – e vai “devolver o espaço público às pessoas”, criando um corredor com cerca de 5 metros de largura entre a Praça do Mercado e a Avenida General Humberto Delgado.

Os trabalhos vão decorrer assim num percurso de 600 metros e algumas artérias laterais, para transformar a Rua dos Pescadores num “ponto de união”, diz o Director Municipal de Obras e Mobilidade, Gabriel Oliveira, que adianta que o perímetro da rua passa a ser exclusivamente pedonal, permitindo apenas o acesso de viaturas para cargas e descargas ao serviço do comércio.

Quanto à repavimentação, será levantado o piso anterior, colocado em 1998, e que desde início a muitos desagradou, quer pela parte visual, quer pela qualidade da obra. O novo chão vai ser branco e preto, cor tradicional da calçada portuguesa, e feito em lajetas. “Apesar de não ser uma obra difícil, obriga a soluções aplicadas e a alguns cuidados relacionados com as soleiras dos edifícios”, diz o técnico.

É que, em quase toda a extensão da rua, por debaixo do pavimento existe uma laje em betão, com mais de dois centímetros. Se fosse retirada aumentaria o preço da requalificação e o tempo de execução.

Cumprir prazos é precisamente uma das condições obrigatórias desta obra. Com um orçamento de 466 mil euros e uma execução de 4 meses, os trabalhos vão decorrer de forma faseada para que não coincidam com o pico de veraneantes de Verão na Costa da Caparica. Ou seja, entre 15 de Junho e 15 de Setembro “não haverá obras”, garante a presidente da Câmara de Almada. Perante uma sala cheia de residentes na Costa da Caparica, no auditório da Freguesia, Inês de Medeiros apontou que seria “muito interessante inaugurar uma obra completa”, mas as características turísticas da localidade não o permitem.

Com o projecto de execução terminado, diz a presidente que acertadas algumas questões com os comerciante e moradores da Rua dos Pescadores, nomeadamente quanto ao estacionamento nesta artéria e adjacentes, e o processo de concurso é lançado, e já nos próximos dias. Se não existirem percalços, nomeadamente por o concurso ficar vazio, ou o protesto de um dos candidatos, os trabalhos poderão começar a tempo de boa parte da obra estar pronta até Junho.

Se assim acontecer, em Setembro recomeçam as obras de pavimentação, escorrências de águas e melhoria das esplanadas pelos proprietários e, em Outubro, a rua deverá receber a inauguração.

“A Rua dos Pescadores tem todas as condições para ser uma referência da Costa da Caparica. Tem de transmitir, para o exterior, a imagem do que ela é e a importância que tem. Ser uma marca”, diz a presidente da Câmara.

Com a esta artéria a ficar vedada ao trânsito, há ainda que resolver a questão dos vendedores ambulantes que, actualmente, vendem de ponta a ponta desta rua. Avança Inês de Medeiros, que esta é uma situação resolvida; portanto, “não haverá venda ambulante nesta rua”, afirma. E quando há quem alegue que o seu ganho depende da venda de artesanato, a autarca indica que os artesãos serão remetidos às ruas laterais da dos Pescadores. “Com a dinamização desta rua, as outras também vão ganhar dinâmica”, afirma.

Coroa de volta para relembrar estada da realeza na localidade

Um dos ex-libris da Rua dos Pescadores era a Casa da Coroa. Um edifício com história local, que foi demolido há 20 anos. Com a requalificação desta artéria central da Costa da Caparica, o brasão que deu nome ao edifício vai voltar para perto da sua secular morada.
Actualmente guardado em depósito da Câmara de Almada, este vai ficar na cimeira de um bloco que assinalará o que foi a presença deste edifício.

Inês de Medeiros diz que a família proprietária do terreno do demolido edifício já foi contactada para se saber que destino pretende dar ao espaço. Uma coisa é certa, o estacionamento ali desaparece e, no local, poderia surgir um espaço verde, esta é uma das propostas da autarquia, mas a presidente afirma que os proprietários é que decidem.
O importante, diz, é a presença da Coroa no local, para dar relevo à história da Costa da Caparica.

Diz a lenda que, pelo ano de 1800, construiu-se na Costa da Caparica a primeira casa de pedra e cal – a Casa da Coroa –, onde conta a voz popular se terá alojado em 1824 El-Rei D. João VI, que aí terá comido uma deliciosa caldeirada e, por essa razão, foram colocadas na frontaria da

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