Palmela: Biovilla aposta no Turismo da Natureza

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Agricultura Biológica e Educação para a Sustentabilidade são outros dos vectores de acção do projecto que se desenvolve no Parque Natural da Serra da Arrábida. Já foi investido um milhão de euros

 

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O projecto da Biovilla começou há nove anos e ao longo do tempo tem crescido no desenvolvimento de três actividades, destacando-se no Turismo da Natureza, na Formação Ambiental e na Agricultura Biológica, além de promover também a realização de eventos, desde casamentos a convívios e encontros para escolas.

Filipe Alves, que dirige a cooperativa que conta com dezena e meia de participantes, aproveitou os terrenos de familiares para “concretizar o sonho de fazer algo diferente” naquela zona do Parque Natural da Arrábida.

“Já investimos cerca de um milhão de euros, com destaque para as infra-estruturas e energias renováveis”, revela o responsável.

O projecto tem na formação uma aposta forte, conforme explica Filipe Alves. “Estamos cá para nos apoiarmos mutuamente e trazermos ao mundo tudo aquilo em que acreditamos”, afirma, acrescentando: “Queremos dar um contributo na oferta e trocas de serviços, amor, noites de alojamento, participação em formações, boas conversas, partilha de recursos, estágios e ofertas residenciais”.

Ofertas em todas as épocas do ano

As três principais actividades marcantes da Biovilla têm como referência o Turismo da Natureza, que funciona durante o período de Verão, onde os utentes têm à disposição quatro quartos, que serão duplicados este ano.

Na Primavera e Outono a Biovilla oferece acções de formação e retiros, e no espaço já se realizou um casamento, bem como diversas visitas escolares.

No Inverno a agricultura sustentável com certificação biológica decorre em várias vertentes, desde a plantação de árvores frutícolas, com destaque para a oliveira e medronheiro, hortícolas e ervas aromáticas.

“Temos um grande desafio, que passa pela água, pois não temos água canalizada, mas existem na quinta cinco poços e um furo, que se enchem com a água da chuva e procedemos também à recuperação das águas cinzentas, provenientes dos duches”, salienta.

O dirigente da cooperativa recorda ainda os primeiros tempos do projecto, quando a Biovilla nasceu no Parque da Arrábida. “Estávamos sozinhos no vale, mas cada vez há mais pessoas interessadas em projectos, que têm como pano de fundo a natureza e hoje existe uma pequena comunidade com vários projectos de interligação”.

Os cooperantes da Biovilla vão continuar a defender o ambiente sustentável com a energia renovável e com o abastecimento de carros eléctricos, onde já têm um posto de abastecimento. Este projecto, acreditam, terá rentabilidade a médio e longo prazo.

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