Guta de Carvalho lança novo livro no Museu Industrial da Baía do Tejo

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A nova obra do fotógrafo, apoiada pelo parque empresarial Baía do Tejo e pela câmara municipal, inclui imagens captadas pela sua lente em vários passeios dados pela zona ribeirinha da cidade e textos de algumas pessoas importantes na vida do artista.

 

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O fotógrafo barreirense Guta de Carvalho, lançou ao final da tarde da última segunda-feira, no Museu Industrial da Baía do Tejo, o seu mais recente livro intitulado “BARREIRO – PHOTOGRAPHIAS”, numa obra apoiada por aquele parque empresarial e pela câmara municipal, que reuniu no espaço vários amigos e figuras do concelho.

De acordo com o arquitecto Sérgio Saraiva, da Baía do Tejo, este tipo de territórios têm sempre uma apetência muito grande para a atracção de artistas que não só ocupam espaços que estão devolutos, mas que “reinterpretam o território deste parque empresarial, com um duplo ganho que temos”. Para o responsável, exemplos como o facto dos estúdios do fotógrafo ou do artista de arte urbana VHILS estarem ali situados, permitem “trazer actividades económica, mais gente, com movimento e novas identidades, mas também novas leituras para aquela zona de forma criativa”.

 

“Trata-se de um processo que começou mas que é evolutivo e que tem o objectivo de trazer mais notoriedade” àquela zona do Barreiro. Como exemplos, Sérgio Saraiva destaca a existência no local do arquivo da Associação Efémera, da associação cultural Hey! Pachuco e da galeria do projecto PADA Estúdios, que no seu entender confirma que “começamos a ter uma massa crítica já bastante interessante, que nos permite afirmar que estamos a caminho da criação do conceito de um ‘cluster’ criativo no parque, que conta com várias empresas desta área ligadas ao conhecimento”, disse. O arquitecto revelou ao jornal O SETUBALENSE que a Baía do Tejo quer ainda “envolver mais associações e artistas locais com os quais estamos em negociações, caso da presença do pintor Kira, numa parceria com o município do Barreiro”.

 

O zona provisória onde está instalado Guta de Carvalho, que o parque está presentemente a reabilitar e que quer tornar definitivo junto à zona onde se encontra o VHILS Estúdio, enquadra-se numa estratégia que passa por levar os próprios artistas a apropriarem-se dos espaços existentes. “Queremos dar as condições certas à sociedade civil para que as coisas aconteçam, tal como sucede com a PADA Studios”, exemplificou, onde têm lugar múltiplas actividades tais como exposições e workshops. O responsável adianta que este modelo de negócio da área da criatividade está a florescer e “já trouxe cerca de 30 pessoas de várias nacionalidades ao concelho, que de outra forma nunca aqui viriam”. A administração da Baía do Tejo ainda não está satisfeita com os passos dados e por isso afirma que “queremos mais, para atrair novos talentos e é com esse objectivo que estamos a criar as bases para que sejam os próprios artistas a nos procurar”.

 

“Faço o que gosto e dou sempre o meu melhor”

 

Para Guta de Carvalho, que teve como inspirador o fotógrafo Augusto Cabrita e que se dedica a esta actividade desde os 12 anos, a imagem que ilustra a capa do seu novo livro retrata a zona de Alburrica que afirma ser o seu ”porto de abrigo”. Sempre que se ausenta, o artista confessa sentir a falta do passeio por aquela zona ribeirinha, para que a lente da sua máquina possa captar os momentos de forma espontânea. “Como faço a paginação dos meus próprios livros, passo a ser um crítico de um fotógrafo que já não sou eu e posso criar um certo distanciamento”, explicou. Uma situação que lhe dá uma vantagem na avaliação dos seus trabalhos. O autor da obra referiu ainda nunca ter participado num concurso de fotografia e que não importa o tipo de máquina que utiliza. “Faço o que gosto e dou sempre o meu melhor”, destacou.

 

Por Luís Geirinhas

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