Exposição promete iluminar Fórum Cultural de Alcochete com cores vivas

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São 59 os quadros da autoria do artista montijense que vão poder ser apreciados pelo público até 30 de Novembro. Duas das obras homenageiam a vila alcochetana

 

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“Entre a Obscuridade e a Dispersão da Luz” dá nome à exposição de José Luís Aguilar, composta por 59 quadros, a óleo, acrílico e desenho, que vai ser inaugurada amanhã, pelas 16h00, no Fórum Cultural de Alcochete.

“É uma exposição onde podemos observar a obscuridade e o desmembramento que vai oscilando entre um registo épico e surrealista”, resume José Luís Aguilar, 66 anos, residente no Montijo, caracterizando de seguida os trabalhos que integram a mostra e que vão estar patentes ao público no principal equipamento cultural do concelho alcochetano até 30 de Novembro próximo.

“São imagens com sentido poético, explorando o artifício da técnica, e retratando corpos partidos pelas horas das amarguras da vida”, frisa o autor, adiantando: “É uma exposição de cores vivas e luminosas, envolvidas na obscuridade e dispersão da cor e sempre criadas no zénite do meu êxtase.”

Inicialmente, estava prevista a apresentação de 71 obras de arte na exposição, mas o número acabou por ser emagrecido em uma dúzia “por razões estéticas”, explica o autor, que não esconde predilecção por um par de quadros.

“O meu destaque vai para dois trabalhos que estão fora do contexto da exposição e que se destinam a homenagear a vila de Alcochete e a época do ano em que nos encontramos”, admite, desvendando: “São [eles] a figura de um campino e uma vendedora de castanhas (quentes e boas)”.

O início, o regresso e a dedicação total

José Luís Aguilar deu os primeiros passos na arte da pintura e do desenho em 1997 na Escola do Arco em Lisboa, que frequentou até 2000. Porém, o artista natural de Vila Nova da Barquinha só viria a retomar o trajecto no mundo das artes cerca de uma década mais tarde.

“Voltei à pintura em 2010, quando ingressei na Sociedade Nacional de Belas Artes, tendo completado o 4.º ano de Pintura”, lembra, acrescentando: “Entre 2014 e 2017, leccionei ‘Desenho e Pintura’ na Universidade Sénior do Montijo e fui ainda co-autor do livro ’10 anos da Universidade Sénior do Montijo’”.

A pintura e o desenho absorvem uma boa parte do tempo diário a José Luís Aguilar, constituindo hoje em dia a sua principal ocupação.

“Por razões de saúde fui forçado a aposentar-me. A partir dessa altura fiz do desenho e da pintura a minha principal actividade, à qual dedico, em média, cinco a seis horas de trabalho diário”, conta.

Às mostras individuais, o artista tem também juntado participações em “várias exposições colectivas” e mostra regozijo por ter “diversas obras em colecções particulares, tanto em Portugal como no estrangeiro”.

Amanhã, no Fórum Cultural de Alcochete, José Luís Aguilar volta a engrossar a ‘tela curricular’ com a inauguração da exposição “Entre a Obscuridade e a Dispersão da Luz”.

 

Talento premiado em Setúbal e na Figueira da Foz

O valor dos trabalhos artísticos criados por José Luís Aguilar tem vindo a ser reconhecido, não só por admiradores como também por apreciadores do sector cultural. A medalha de bronze conquistada na exposição Black and White, Galeria Mário Silva, na Figueira da Foz, em Maio deste ano, e a menção honrosa de ouro arrecadada no 1.º Salão Internacional de Arte de Bolso em Setúbal, em 2013, são apenas dois exemplos que comprovam o talento que o artista transporta para as telas.

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