Tiago Morais apresenta álbum de estreia em Setúbal

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“Música que já não se faz” é como o músico de Setúbal apresenta o estilo “folkrock” do seu primeiro disco

 

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Mnemonic Devices é o primeiro álbum do músico Tiago Morais. O lançamento oficial “irá, com certeza, ser feito em Setúbal”, segundo revela. Não só porque é a sua cidade, mas por ser, também, “a cidade da maioria dos músicos que participam no álbum”. A livraria Culsete é um dos palcos escolhidos, ainda com data por confirmar.

“O James”, como prefere ser tratado, é natural de Setúbal, mas aos quatro anos mudou-se para Berlim Oriental e a sua música reflecte, precisamente, a inspiração nos vibrantes anos 90.

Para o músico, Mnemonic Devices são “fotografias sonoras, que evocam imagens do passado, mas também despoletam imagens novas, novas memórias em quem as ouve”.

A produção do álbum teve como referências “Rolling Stones, The Kinks e, sobretudo, os Beatles”. Foram vários os anos em que acumulou músicas numa gaveta até surgir a ideia de lançar as imagens do seu passado, sob a forma de notas musicais, no momento em “pediram para sair”, revela. “O cenário cosmopolita de Berlim da minha juventude e a paisagem natural desta cidade da minha vida adulta fundem-se no momento da criação deste álbum”.

 

“Música que já não se faz”

Com o sonho de se tornar músico, Tiago Morais criou este disco de forma autodidacta, com inspiração num “folkrock intemporal”. Um tipo de “música que já não se faz e que comanda a atenção”.

Decidiu não assinar o disco com o seu verdadeiro nome pois “já há músicos com esse nome”, comenta. Assim sendo, pesquisou por outro, com o qual se identificasse. Descobriu que, “James é Tiago em inglês”. Por sua vez, aquele “O” que assina antes de “James” tanto significa a invocação e o convite, como o círculo de amigos e de colaboradores que o ajudaram a produzir os seus temas.

 

 

Memórias da Europa dividida

Aos seis anos, quando o muro de Berlim caiu, o músico Tiago Morais cruzou a fronteira que dividia a Europa. Pouco tempo depois surgiu a sua paixão pela música e aos 7 anos começou a aprender uns acordes, com uma guitarra antiga que tinha em casa.

Permaneceu em Berlim Ocidental, hoje somente Berlim, até aos 28 anos, “atraído pelo magnetismo da cidade, especialmente vibrante na época que se seguiu à queda do muro”.

Ao mergulhar nas recordações do passado, o artista tem uma certeza absoluta. “As memórias da infância na República Democrática Alemã, a fuga da mesma e a juventude nos loucos anos 90 de Berlim contribuíram, sem dúvida, para a pessoa que sou hoje e reflectem-se, igualmente, na música que faço”.

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