PSD preocupado com falta de respostas na saúde mental

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Os parlamentares do PSD eleitos pelo distrito consideram que as repostas para a saúde mental estão a ser atiradas para segundo plano. Dizem ser necessário uma nova abordagem e soluções para os doentes dependentes ou que precisem de ser internados

 

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Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Setúbal, referem o “aumento preocupante da incidência de doenças mentais entre as crianças e os jovens do distrito”, para afirmem que “é necessária uma maior aposta na prevenção e tratamento das doenças mentais, especialmente em unidades que permitam dar um maior acompanhamento a pessoas que necessitam de internamento”.

Este foi o assunto que levaram esta semana à reunião com a administração do Hospital Garcia de Orta (HGO), onde Maria Luís Albuquerque afirmou que esta área da saúde “necessita de uma nova abordagem e novas respostas. Não podemos continuar a colocar as doenças mentais em segundo plano”.

Acrescenta a social-democrata, que “muitas pessoas necessitam de ficar internadas por períodos longos nas unidades de psiquiatria, no entanto os hospitais da região não têm essa capacidade de resposta”.

Refectem os deputados continuam também a ser recorrentes as “dificuldades em encontrar uma solução para pacientes idosos e dependentes, bem como para os que necessitam de cuidados continuados ou paliativos”, pois as respetivas redes “não têm capacidade de resposta em tempo útil”, sobrecarregando as unidades hospitalares e “criando riscos desnecessários para os utentes”.

“O distrito de Setúbal, para além de uma população cada vez mais envelhecida, tem também muitas famílias carenciadas. A resposta que deve ser dada tem de ter em conta as especificidades da população das diferentes regiões”, aponta Maria Luís Albuquerque.

Em jeito de balanço deste encontro, concluem os social-democratas que a administração do HGO manifestou a sua “preocupação” com a falta de médicos e enfermeiros no Sistema Nacional de Saúde (SNS), por “incapacidade de competir com as unidades de saúde privadas, quer por questões financeiras, quer pela falta de instrumentos de gestão adequados às legítimas ambições dos profissionais de saúde.

“Hoje existe uma crescente dificuldade em contratar e reter profissionais no SNS. É preciso que o Governo tome medidas relativamente a esta situação, que poderão passar pelo aumento da remuneração aos profissionais nos hospitais públicos, mas que não devem deixar de dar uma maior autonomia aos conselhos de administração para a contratação de médicos, enfermeiros e outros profissionais, assim como para definirem e implementarem políticas de gestão de recursos humanos que tenham em conta a realidade específica de cada instituição”, defendem os social-democratas.

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