Cidade mostra desenhos que acordam mentalidades

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Mais do que ilustrações são desafios ao olhar crítico do público, num traço que reflecte cada artista. Uns satíricos, outros nem tanto, todos fazem a Festa da Ilustração de Setúbal com exposições em vários pontos da cidade

 

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Os desenhos voltam a Setúbal numa edição que tem abertura oficial marcada para a meia-noite de sexta-feira, e até 1 de Junho leva arte a vários espaços da cidade. É a Festa da Ilustração de Setúbal que este ano destaca os ilustradores portugueses Cristina Sampaio e Manuel Lapa e o francês Tignous, que foi assassinado no atentado ao Charlie Hebdo.

 

A ilustradora Cristina Sampaio é a artista convidada da edição 2019, que terá a sua exposição “Linha Clara” dividida entre a Casa da Cultura e a Casa d’Avenida. Trata-se de uma mostra que “revela as diferentes facetas do meu trabalho como ilustradora de imprensa”, grande parte dele nas páginas do jornal “Público”, avançava a artista na apresentação da Festa.

 

A Festa da Ilustração estreou-se em 2015 com o lema “É preciso fazer um desenho?” e mantem-se actual para este ano, porque “muitas vezes ainda é necessário fazer mesmo um desenho para explicar a importância da liberdade de expressão”, diz o vereador Pedro Pina.

O responsável pelo pelouro da Cultura da Câmara de Setúbal lembrou que o impulso para a primeira edição desta festa foi o atentado terrorista ao jornal francês Charlie Hebdo, a 7 de Janeiro de 2015, onde foram assassinadas 12 pessoas, entre elas Tignous, amigo de Cristina Sampaio.

 

Passaram-se cinco anos, e trabalhos de Tignous, escolhidos pela sua viúva, vão estar na Festa da Ilustração com a exposição “Ilustrar a Liberdade”, que se divide entre o Museu do Trabalho Michel Giacometti e a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.

Outro nome quase de culto da ilustração que vai ter exposição em Setúbal é Manuel Lapa, “um veterano de saia justa e salto alto que é politicamente incorrecto”, assim é apresentado por João Paulo Coutrim, curador da Festa da Ilustração.

 

João Paulo Coutrim referiu ainda este ano a exposição “Ilustração Portuguesa”, dedicada a novos ilustradores, tem um número recorde de participantes.

Uma das referências do certame é a mostra de trabalho desenvolvido por ilustradores portugueses que se destacaram em 2018 e 2019, na Biblioteca de Azeitão e num dos novos espaços expositivos do certame, a galeria Lapso, na Rua Arronches Junqueiro.

 

Outro espaço que se estreia como núcleo expositivo é a renovada Livraria Culsete que acolhe uma nova rubrica, “Desenhos nos Livros”, com trabalhos da jovem ilustradora e designer Mariana Malhão.

 

Outra novidade na edição 2019 é o prolongamento de algumas exposições, que vão ficar patentes durante o Verão. Assim, a mostra “Linha Clara”, de Cistina Sampaio, fica patente na Casa da Cultura até ao final de julho, enquanto “Ilustrador Veterano”, de Manuel Lapa, na Galeria Municipal do 11, e “Ver ao Perto”, coletiva, na Casa Bocage que podem ser visitadas até ao final de agosto.

 

Quanto à exposição “Ver ao Perto” dá a conhecer o trabalho de ilustradores residentes no concelho de Setúbal. Por sua vez o trabalho dos alunos das escolas superiores de arte está em destaque na mostra “TPC”, na Casa do Largo.

 

Tendo em conta o sucesso na edição 2018, regressa o concerto de ilustradores músicos no dia 1, às 21h30, no exterior da Casa da Cultura, no qual participam João Maio Pinto, Pedro Lourenço e Mário Albuquerque.

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