Mulher torturada pela PIDE partilha história contada em livro

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A autora de “A noite mais longa de todas as noites” esteve presa seis meses em Caxias e exilada três anos. Traz memórias da luta pela liberdade

Helena Pato, autora do livro “A noite mais longa de todas as noites”, vai estar amanhã, a partir das 16h00, no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida, no Montijo, para falar de histórias e memórias que integram a obra literária lançada no ano passado. O testemunho, na primeira pessoa, da mulher, professora, resistente ao regime fascista, que foi presa em 1967 e torturada pela PIDE, cumprindo seis meses na cadeia de Caxias sempre em regime de isolamento.

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Helena Pato nasceu em Mamarossa (Aveiro), em 1939, licenciou-se em Matemática e dedicou a vida ao ensino e à formação docente. “Nas duas décadas que antecederam a Revolução do 25 de Abril militou activamente na resistência ao regime fascista. Esteve no exílio três anos”, sublinha a Câmara Municipal do Montijo, entidade que apoia a iniciativa organizada pelo Projecto de Intervenção Cultura e Artes (PICA), em parceria com o Ateneu Popular local.

O livro “A noite mais longa de todas as noites” foi editado em Maio de 2018 e está “prestes a chegar à sua terceira edição”. Apresenta um testemunho da luta da autora – de outras lutas – pela liberdade. Helena Pato, realça ainda a autarquia, “criou, coordena e dinamiza” a página “Fascismo Nunca Mais” no Facebook, bem como o blog “Antifascistas da Resistência”.

Amanhã, no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida, irá relatar episódios marcantes. “Um encontro para fazer história, onde Helena Pato, na primeira pessoa, vai contar algumas das suas memórias de um passado que não deve ser ignorado, nem enterrado, porque conhecer o passado é, também, perspectivar o presente e os desafios de um futuro, que todos queremos que seja melhor”, conclui a autarquia.

O evento, que conta ainda com o apoio da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, tem entrada livre.

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