Barreiro apresentado como símbolo da nova estratégia nacional para a mobilidade

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Evento contou com primeiro-ministro, António Costa, dois ministros e um secretário de Estado

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O município do Barreiro recebeu ontem, ao final da tardem no Espaço Pólis, o primeiro autocarro dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) movido a gás comprido, no que espera ser “um passo largo para um futuro em que a pegada ecológica não seja um plano, mas uma realidade presente na vida das novas gerações, através da Nova Estratégia Nacional para a Mobilidade Activa”.

 

 

O presidente da Câmara do Barreiro classificou a apresentação deste programa como “um momento simbólico” não só porque representa “que uma nova era dos TCB, com mais de 60 anos a servir a população”, mas também porque foi assim iniciada a concretização de um projecto ambicioso que visa a modernização integral do serviço de transporte público, garantindo mais capacidade e melhor serviço e ambiente”.

E é com o olhar voltado para a recuperação do meio ambiente que Frederico Rosa pretende que uma frota renovada dos Transportes Colectivos do Barreiro mude o “paradigma energético da nossa operação”.

“Se hoje falamos nos novos passes sociais, prestes a entrar em vigor, não podemos esquecer que ants deste assunto estar na ordem do dia, já nós [Barreiro] estávamos no caminho certo com um forte investimento, que representa passar de 39 autocarros na rua, para 60 viaturas novas amigas do ambiente”, disse Frederico Rosa.

Um investimento superior a 18 milhões de euros em que a CMB assegura cerca de 15,5 milhões.

 

Barreiro eleito como símbolo de nova pegada ecológica

 

O secretário de Estado Adjunto da Mobilidade e Ambiente destaca o diferencial de há dois anos. “Quando visitamos as oficinas da frota dos Transportes Colectivos do Barreiro deparámo-nos com uma frota desactualizada e antiga. Hoje, dois anos depois, estamos aqui a apresentar uma renovação integral de todo o serviço”, através da Nova Estratégia Nacional Para a Mobilidade Activa.

Esta estratégia centrar-se-á, num futuro próximo, nos modos cicláveis e pedonal, mas José Mendes não pode deixar de referir “o desafio do combate às alterações climáticas, no qual Portugal avançou justamente quando em 2016 declarou a pretensão de atingir a neutralidade carbónica em 2050”.

Contexto em que o Governo lançou um modelo para a neutralidade carbónica tendo como objectivo transformar as 180 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) emitidas por ano em 12 toneladas”.

É com este compromisso que surge a aposta integrada de mobilidade, ambiente e eficiência energética. Não só através da implementação no novo passe social para as populações utilizarem os serviços de transporte público cada vez mais, em detrimento do transporte pessoal, nas suas deslocações diárias e para que este serviço de transporte público não seja agressivo para o meio ambiente, com a renovação de frotas movidas a energias alternativas e uma rede ciclável cada vez mais eficaz para a utilização de modo suaves de circulação.

O Governo lança deste modo o desafio de na próxima década, 2020-2030, “lançarem-se deste modo as bases para que em 2050, ser possível, alcançar a neutralidade carbónica zero”. Sendo esse objectivo idealizado para um mundo perfeito na protecção do ambiente e na luta contra as alterações climáticas.

Um plano que entra em Abril em discussão pública através da plataforma participa.pt, “onde todos os cidadãos e empresas são convidados a participar e a contribuir com as suas ideias e opiniões”, no que será uma discussão para a conquista da pegada zero, a nível ecológico.

A revolução nos transportes não é apenas uma questão ambiental “é também uma questão económica e cultural, porque permitirá melhores deslocações e mais qualidade de vida para as pessoas que procuram trabalho fora da área de residência, que precisam deslocar-se para aceder a serviços de saúde e estudar”.

 

Ministros apostam na meta “Carbonização Zero”

 

E se José Mendes defendeu os novos modos de transporte e a união entre eficiência energética, mobilidade e ambiente, o ministro do Ambiente, João Fernandes e o primeiro-ministro, António Costa defendem mesmo a descarbonização total no país.

“Porque as alterações climáticas urgem, em 2030 queremos que um terço da mobilidade terrestre seja eléctrica e o gás comprimido representa um papel muito importante nesta transição”, referiu o José Mendes. Destacando o passo que o Barreiro está a dar agora como exemplo nacional de boas práticas.

Já António Costa salientou que “hoje felizmente, com raras excepções há uma consciência mundial de que é necessário enfrentarmos o impacto da nossa actividade sobre o clima e contribuir para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Esta já não é uma situação teórica, basta olharmos para os mais de mil incêndios florestais que registamos em Portugal desde o início do ano e para o furacão que devastou Moçambique”, reflete o líder do Governo.

No parecer de Costa se há algo que deve ser feito para travar as alterações climáticas e tem a ver com a necessidade que temos de “uma mobilidade mais sustentável”.

O Barreiro é dos poucos Municípios que detém o seu próprio serviço municipal de transportes. “E foi uma novidade na Área Metropolitana de Lisboa. Novidade que provou que valia a pena”, destacou António Costa, assumindo ainda, “vimos todos os que vivem no Barreiro a empenharem-se nestas competências e conseguir um serviço de transporte público sustentável”.

António Costa deixa ainda a certeza de que não será apenas nos autocarros que vai começar a inovação energética e prestação deu m serviço de qualidade, confirmando que estão previstos novos serviços para a Soflusa e Transtejo, com mais capacidade de resposta na manutenção para as embarcações e estando também previstas novas composições para a CP.

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