Sines ganha percurso pedestre da Lagoa da Sancha

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Ponto mais alto permite observar o enquadramento paisagístico com o oceano, as dunas e as cidades próximas, Santiago do Cacém e Sines

Com uma extensão de 3,6 quilómetros e vários totens a marcar o terreno, alguns dos quais com informação das distâncias percorridas e a percorrer o novo percurso pedestre da Lagoa da Sancha já está disponível ao público, inaugurado que foi no passado dia 12. Esta rota vem proporcionar um contacto “muito rico com a natureza e a fruição de paisagens de grande beleza”, revela a Câmara Municipal de Sines.

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“O percurso inicia-se junto ao Barranco dos Bêbedos e prossegue transpondo a duna da margem Este da lagoa, atravessando a charneca com os seus matos, em que predominam as urzes, os tojos e o marcetão”, indica a autarquia, com base em dados fornecidos pelo Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo/Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, adiantando que o “regresso atravessa áreas de pinhal” e permite a subida “ao ponto mais alto da área, onde é possível observar o enquadramento paisagístico, com o oceano, as dunas e as cidades (Santiago do Cacém e Sines) próximas”.

O acesso ao percurso deve ser feito através da utilização “do parque de estacionamento que se encontra na via alternativa, do lado nascente da via rápida que liga Sines a Santo André, junto à passagem superior para peões que existe na zona da Sancha”.

A Lagoa da Sancha, explica a autarquia, “é um corpo lagunar de cerca de 15 hectares instalado numa depressão interdunar do complexo dunar da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha”. Em toda a envolvente próxima, marcado por forte carácter natural, é “difícil encontrar vestígios de actividades humanas”, sendo que “os habitats naturais predominantes são as dunas móveis, mais próximas da praia, e as dunas fixas e estabilizadas, mais para o interior”.

 

Riqueza ambiental

 

Charnecas dominadas por matos e pinhais dunares, além de caniçais e salgueirais no espaço lagunar, embelezam e enriquecem ambientalmente a zona.

“Em todos estes habitats encontramos vários endemismos (espécies com distribuição restrita) como o tojo-chamusco (Stauracanthus spectabilis), o tomilho (Thymus camphoratus), o craveiro-das-areias (Armeria rouyana) ou o marcetão (Santolina impressa), espécie dominante que, no início do Verão, torna o amarelo da sua floração a cor predominante na paisagem.”

O Departamento de Conservação da Natureza e Florestas (DCNF) do Alentejo/Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha coordenou a instalação do percurso pedestre, sendo que a aquisição e montagem de parte do equipamento foram financiadas pela associação COMSINES (Conselho das Comunidades de Sines), com a Câmara Municipal a colaborar na montagem de algumas estruturas. “O investimento assegurado pela COMSINES foi de 9 272,77 euros, aplicados directamente no equipamento instalado no percurso pedestre”, revela a autarquia, que juntamente com o DCNF do Alentejo investiram na concepção dos conteúdos informativos e na intervenção no terreno.

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