Região é a terceira do País na exportação de vinhos

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Península de Setúbal cresce no sector vitivinícola e já aponta ao 2.º lugar do pódio. Foi a única das três regiões com melhores resultados a registar um aumento no volume de exportações. Cresceu 1,6% no último ano e está apenas a cerca de um ponto e meio percentual do segundo lugar ocupado pelo Douro, que manteve a quota. Alentejo é líder

 

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A Península de Setúbal é a terceira região com maior quota de mercado no volume das exportações (16,5%) dos vinhos portugueses, que no último ano atingiram os 803 milhões de euros, crescendo 3% no valor em relação a 2017.

Os dados referentes a 2018 foram apresentados esta quarta-feira, 4, no decorrer do Fórum Anual Vinhos de Portugal, promovido pela ViniPortugal, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.

O sector vitivinícola português cresceu em volume e valor de vendas para o estrangeiro, com a região do Alentejo a liderar destacada (35,7%) as exportações, apesar do decréscimo de 4,2% que registou face ao volume que atingiu em 2017. A região do Minho ocupa o segundo lugar, mas manteve uma quota de cerca de 18%, vendo assim a posição ameaçada pela Península de Setúbal, terceira do País com maior peso no volume de exportações e única, das que figuram no pódio, a crescer (1,6%) no último ano. No quarto lugar segue a região do Douro, com 11,4% das exportações, menos 0,8% do que os resultados conseguidos em 2017.

Durante a apresentação dos dados, foi assumido o objectivo do sector vitivinícola para 2022 no que toca às exportações: chegar aos mil milhões de euros.

A meta, explicou Maria João Dias, do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), tem por base os valores das exportações portuguesas que no último ano atingiram os “803 milhões de euros” – valor correspondente à venda de 295 milhões de litros de vinho –, com a responsável a destacar o aumento de “3% face a 2017”. Um resultado que coloca Portugal no 9.º lugar da lista dos maiores exportadores de vinho em todo o mundo.

O vinho representa 45,2% do volume total das exportações nacionais e tem como principais mercados de destino a França (42,6 milhões de litros), a Alemanha (25,7 milhões de litros), Angola (22,8 milhões de litros), Reino Unido (21,7 milhões de litros) e Estados Unidos da América (20,8 milhões de litros).

Já no que respeita ao valor, a França lidera os mercados de destino, com 114,5 milhões de euros, seguida dos Estados Unidos (80,8 milhões de euros), Reino Unido (75,5 milhões de euros), Brasil (51,5 milhões de euros) e Bélgica (49,7 milhões de euros).

Mercado nacional a crescer

No que respeita ao mercado nacional, o sector do vinho está “a crescer em toda a linha”, ou seja, “7% em volume, 10% em valor e 2,6% em preço médio”, afirmou Maria João Dias.

Os dados do mercado nacional ontem revelados incluem já os meses de Janeiro a Setembro deste ano, nos quais se destaca um aumento de 11,7% das vendas de vinho na restauração, cujo valor subiu de 400 milhões de euros em 2018 para 447 milhões de euros em 2019.

O vinho tinto continua a ser o preferido dos portugueses, tendo subido este ano 8% em volume de vendas (aumentando de 106 milhões de litros em 2018 para 114 milhões de litros em 2019) e 10% em valor, subindo de 389 milhões de euros em 2018 para 428 milhões de euros em 2019.

O vinho branco ocupa o segundo lugar, com 76 milhões de litros vendidos este ano e um valor gerado de 306 milhões de euros. Finalmente, em 2019 foram vendidos seis milhões de litros de rosé, no valor de 27 milhões de euros.

A preferência na compra do vinho é ainda “em garrafa”, que registou um aumento de vendas “em volume e em valor”, revelou a responsável do IVV, acrescentando que “as vendas em ‘bag in box’ cresceram em valor “cerca de 11%”.

No que se refere ao preço médio do vinho, o mais alto é registado na venda em garrafa, com uma subida de 4,7% em relação ao ano passado.

O Fórum Anual Vinhos de Portugal juntou 400 participantes numa sessão de análise e de debate sobre a realidade do sector e as estratégias de promoção para 2020.

Com Lusa

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