Eduardo Cabrita assiste a inauguração de quartel e ‘garante’ hospital

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Com um investimento na ordem dos dois milhões de euros, o Quartel dos Bombeiros de Amora é o segundo a ser inaugurado este ano. Em Junho foram os do Seixal a receber uma secção em Fernão Ferro

 

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Os Bombeiros Mistos de Amora tomaram posse da sua nova sede, no passado sábado, perante autarcas, autoridades, representantes das forças vivas e centenas de populares do concelho do Seixal, além de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna.

A anteceder a sessão solene, entidades e convidados visitaram as modernas instalações, momento aproveitado para o descerramento de uma placa para perpetuar o acontecimento.

O quartel, levantado em terrenos oferecidos pela Câmara do Seixal, que também contribuiu com mais de um milhão de euros, além do projecto e obra, está localizado estrategicamente na avenida 25 de Abril, entre a Cruz de Pau e Corroios, perto da Pista Carla Sacramento. Possui tudo o que é necessário ao normal funcionamento de um corpo de bombeiros, bem como vestiários, balneários, camaratas, cozinha e uma sala de convívio.

Foi o sonho que nos moveu

“Lutámos muitos para chegar até aqui”, declarou Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, durante a sessão solene. “Foi o sonho que nos moveu”, confessou. “Deitámos mãos à obra num trabalho de intensa parceria com os representantes da população”.

Entretanto, aproveitando a presença no local do ministro da Administração Interna, lembrou ao Governo que a autarquia tem utilizado de forma “sublime” os fundos europeus que lhe chegam; que estes, vindos do POSEUR, não ultrapassaram os 800 mil euros, quando a obra orçou em cerca de dois milhões.

Joaquim Santos referiu ainda que a Câmara do Seixal é das que mais apoios financeiros canaliza para as forças da paz, ou seja, um milhão de euros por ano.

Mesmo assim, as corporações de bombeiros têm dificuldades de “operacionalidade, o que suscita “grande preocupação”.

Entretanto, recordou ao ministro Eduarda Cabrita “questões importantes não resolvidas”, caso do hospital no Seixal, tantas vezes prometido mas ainda por construir, e o encerramento das urgências da ala pediátrica do Garcia de Orta.

Outra “preocupação de grande monta” relaciona-se com a Escola João de Barros, em Corroios. As obras estão por concluir há dez anos e os “alunos continuam a ter aulas em contentores”.

O autarca transmitiu ainda ao ministro os anseios da população de que o Metro Sul do Tejo “avance até ao Fogueteiro” e que as freguesias extintas sejam repostas.

O momento mais fácil

Depois de saudar os bombeiros e os esforços de todos os que concorreram para a realidade que celebravam, o ministro disse estar ali “no momento mais fácil”, o que toda a gente compreendeu.

“É fundamental que esta legislatura seja marcada pela construção do hospital no Seixal”, declarou a dado passo, dando assim resposta a uma das maiores preocupações da população, exposta pouco antes pelo presidente da Câmara. “Neste Governo e neste ministro, os autarcas e as populações terão sempre um parceiro seguro”, acrescentou.

Rodeia Machado, vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, denunciou as dificuldades financeiras vividas pelos bombeiros e pediu ao ministro que, nesse sentido, intercedesse junto do “seu colega das Finanças” e da “sua colega da Saúde”.

Cruzamento de boas intenções

“Só à terceira tentativa a nossa candidatura foi aprovada”, lembrou Lúcia Soares, presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos de Amora (AHBMA), para ilustrar os escolhos que tiveram de ser ultrapassados. Agradeceu à Câmara do Seixal e às juntas de Amora e Corroios o apoio que concederam, desde o início, ao projecto e deixou esta mensagem: “Quando as boas intenções se cruzam nada é impossível”.

Carlos Falcão, comandante do corpo de bombeiros, quis deixar uma “homenagem a todos os bombeiros que sonharam com estas instalações e a construíram”, bem como uma “palavra de apreço ao presidente da Câmara do Seixal, cuja acção foi determinante para a construção desta realidade”.

Quanto a Odete Gonçalves, presidente da Assembleia Geral da AHBMA, que abriu a sessão, disse ser aquele “um dia muito grande para esta casa”, porque “lutámos desde há muito por estas instalações”. E concluiu: “Estamos todos muito felizes”.

 

Por José Augusto

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