CGTP diz que a saúde no distrito está pela hora da morte

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Situação das urgências dos Centros Hospitalares do Barreiro e de Setúbal assim como da pediatria da unidade de Almada tem de ter resposta por parte do Estado, assim o diz a CGTP

 

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A União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN afirma que os últimos governos, incluindo o actual, têm “desinvestido” no Serviço Nacional de Saúde” e, ao mesmo tempo, “desvalorizado” os seus profissionais “estagnando as suas carreiras e o seu percurso, formação e experiência adquirida, estimulando por fim a sua saída para prestadores privados”.

 

Para o sindicato é por isso essencial o reforço “urgente” do SNS no distrito, e comenta, através de comunicado, que em matéria da saúde a situação “está a ficar pela hora da morte”, um alerta que lança desde “há uma década”.

 

Lembra a Comissão Executiva da União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN que “desde o início de 2019 que as urgências dos Centros Hospitalares do Barreiro e de Setúbal, “têm encerrado, ainda que esporadicamente, devido ao facto de não existirem meios humanos para que a assistência seja adequada às necessidades das populações”. Ao mesmo tempo, refere o encerramento da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta.

 

Aliás, na sexta-feira, já depois do comunicado da CGTP, ficou-se a saber esta urgência no Hospital de Almada vai passar a encerrar todas as noites, a partir de 18 de Novembro e durante seis meses, situação que na sexta-feira a administração do hospital ainda não tinha confirmado.

 

Este é um exemplo da situação nos hospitais do distrito sujeitos a “sucessivos cortes no serviço de Saúde Público, em detrimento do aumento do investimento nas PPP e subvenções com prestadores privados, pondo em causa o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde e estrangulando a sua capacidade de resposta por ausência de recursos”.

 

Para o sindicato é “urgente que se inverta este caminho de desinvestimento na saúde dos portugueses, garantido a universalidade cuidados de saúde, conforme o que está constitucionalmente consagrado, por meio do investimento no SNS”.

 

Acrescenta eta estrutura sindical de influência comunista, no distrito “é imprescindível que adequem as respostas de saúde às necessidades há muito identificadas, desde logo com reforço dos cuidados de saúde primários e com contratação de mais profissionais nos Hospitais EPE, não esquecendo a construção do Hospital do Seixal, há demasiado tempo adiada”.

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