Orçamento de 105 milhões de euros é o maior da década

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O presidente Joaquim Santos afirma que o Orçamento 2020 vai permitir concretizar vários investimentos, mas a oposição não afina pelo mesmo diapasão. Apenas o vereador independente disse estar contente com os investimentos previstos pela CDU

 

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A Câmara do Seixal aprovou na última quinta-feira as Grandes Opções do Plano e o Orçamento para o próximo ano, apenas com os votos da CDU, uma vez que os eleitos do PS e do BE, bem como o independente Manuel Pires, abstiveram-se. O Orçamento ascende a 105 055 milhões de euros e é o maior da última década.

Este orçamento vai “permitir concretizar um conjunto vasto de obras em equipamentos, espaços públicos ou infraestruturas, reforçando a oferta de serviços e a qualidade de vida que o concelho possui em áreas fundamentais como a educação, o apoio à terceira idade, a área social, o ambiente, a mobilidade e os transportes”, avançou o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, que explicou este aumento de investimento com os “resultados positivos da autarquia no domínio financeiro”.

Com o investimento público para 2020 superior a 25 milhões de euros destacam-se do documento 1,2 milhões de euros que serão canalizados para as forças humanitárias do concelho, enquanto 0,7 milhões irão para bem-estar animal, que incluirá a construção de um Centro de Recolha de Animais de Companhia.

1,4 milhões de euros estão destinados à remodelação da rede de abastecimento de água e à limpeza e higiene urbana, que se verá enriquecida em meios. Está previsto que o Centro Distribuidor de Água de Fernão Ferro entre em funcionamento, enquanto será aberto concurso para a ampliação e requalificação do Centro Distribuidor de Água de Valverde

A mobilidade e transportes têm cativada uma verba de 3,6 milhões euros, enquanto cerca de 2 milhões de euros serão investidos no novo passe social intermodal e na rede de transportes colectivos, cuja oferta deverá crescer 65% no concelho;

Os trabalhos de manutenção, requalificação e ampliação dos estabelecimentos do ensino pré-escolar e básico representam 5,5 milhões de euros, e 3,1 milhões serão canalizados para o melhoramento e ampliação dos equipamentos desportivos e culturais.

O Plano e Orçamento identifica ainda o avanço da construção do Centro Internacional de Medalha Contemporânea e o lançamento do concurso para o Centro Cultural de Amora. Vão para a frente, também, a Piscina de Paio Pires, o Complexo Desportivo do Clube Associativo de Santa Marta do Pinhal, o pavilhão do Portugal Cultura e Recreio e o Pavilhão Desportivo da Mundet, bem como a execução do projecto do Pavilhão de Fernão Ferro.

A habitação social e a ampliação da rede de apoio aos idosos terá ao seu dispor 2,8 milhões. Esta verba será repartida pelo processo de realojamento de Vale de Chícharos, lançamento do concurso para a edificação do Centro de Dia do Casal do Marco e creche da Associação dos Trabalhadores das Autarquias do Seixal. Não fica de foro a apoio aos lares de idosos de Fernão Ferro, Corroios, Pinhal de Frades e Casal do Marco.

Quanto ao IMI volta a baixar em 2020, o que acontece pelo quinto ano consecutivo, e a factura da água vai continuar a mais baixa das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa.

Na área da Saúde, a autarquia compromete-se a defender o direito dos cidadãos aos cuidados de saúde e exigir a construção do Hospital do Seixal, bem como a abertura de mais centros de saúde no concelho.

 

De que tem medo, presidente?

 

Na apresentação do Plano e Orçamento os vereadores da oposição confrontaram o presidente da Câmara por o documento só lhes ter chegado às mãos poucas horas antes de ser apreciado em reunião de Câmara. “De que tem medo, senhor presidente?”, perguntou o socialista Eduardo Rodrigues que atribuiu as boas finanças da Câmara devido à “política do Governo”.

Para a também socialista Elisabete Adrião este documento estratégico “é mais do mesmo”, enquanto o seu camarada de partido Marco Fernandes comentava que “este é um orçamento de paralisação”.

Por sua vez o independente Manuel Pires embora lamentando a entrega tardia do documento, confessou-se contente com a “atracção de investidores para o concelho” e “com as obras nas escolas”. Quanto ao bloquista Francisco Morais mostrou-se descontente com o facto de o Orçamento não consagrar nenhuma das propostas avançadas pelo seu partido.

 

Por José Augusto

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