“Quem há quatro anos votou CDU deve sentir-se orgulhoso”

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Jerónimo de Sousa e o cabeça de lista comunista pelo Distrito de Setúbal, Francisco Lopes, estiveram com cerca de três centenas de pessoas num almoço de campanha onde se apelou ao voto maciço na coligação CDU

 

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“Quem há quatro anos votou CDU deve sentir-se orgulhoso, porque viu o seu voto honrado na Assembleia da República”, declarou ontem Jerónimo de Sousa, num almoço que reuniu cerca de três centenas de pessoas, no refeitório dos trabalhadores das autarquias do Seixal.

Apelando à participação eleitoral, o dirigente comunista afirmou que é importante o voto na CDU, porque é ele que determina “se queremos andar para a frente ou se queremos andar para trás”. Não se trata, reforçou, de uma “declaração de circunstância”, mas da “análise objectiva das conquistas concretas”, alcançadas nos últimos anos.

Segundo Jerónimo, a “prosperidade exige uma aposta séria no investimento, designadamente, nas autarquias”, cujos “trabalhadores devem ver respeitados os seus salários, condições laborais e direitos”. E eles, os trabalhadores, “sabem bem quem lhes retirou direitos, quem os obrigou a trabalhar mais horas e quem lhes congelou as carreiras”. Mas repare-se: “Esta autarquia, como quase todas as da CDU, manteve a semana laboral de 35 horas”. Eles também sabem que “foi com o trabalho do PCP e do PEV, na Assembleia da República, que viram as suas vidas melhoradas”, com a “reposição de direitos, pagamento das horas extraordinárias e possibilidade de contratação de pessoal”, cujo impedimento tantas “dificuldades causaram às autarquias de todo o país”.

Entretanto, o PS diz que “agora é que vai ser!”. Na verdade, “assim será, se das eleições a CDU sair com mais força, não por vontade dos socialistas”. Por isso, é “importante o voto na CDU”, porque na Assembleia da República “estaremos sempre do lado certo, do lado do povo!”

 

Um magnífico exemplo

 

Francisco Lopes, deputado e cabeça de lista da CDU por Setúbal, que acompanhou o secretário-geral do PCP, apontou o concelho do Seixal “como um magnífico exemplo do trabalho da CDU nas autarquias, como um concelho em que apetece viver e que é procurado para vivar”.

Segundo o candidato, os avanços que se têm verificado, devem-se também às autarquias, o que tem ainda mais valor por “sabermos que foram fortemente atacadas nos seus direitos e competências”. Postas as coisas assim, conclui: “Participem maciçamente nas eleições de domingo. Votem CDU!”

 

Hospital no Seixal entra na campanha

Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, e Francisco Lopes, deputado e cabeça de Lista da CDU por Setúbal, estiveram na “Tribuna Pública Sobre o Hospital do Seixal”, que reuniu dezenas de cidadãos no Jardim da Praça dos Mártires da Liberdade, na tarde da última terça-feira.

O autarca apelou à defesa dos interesses da população, nos quais se inscrevem o “direito à Saúde e a construção do hospital no Seixal”, processo que “tem conhecido avanços e recuos desde há duas décadas”. Em 2000, recordou o edil, foi “aprovada a sua construção, de modo a servir as populações do Seixal e Sesimbra”. Todavia, a partir de então, “têm sido anos de luta”, até que, em 2012, o ministro Paulo Mendo “mandou travar a construção” da unidade hospitalar.

Quanto se sabe sobre os últimos desenvolvimentos da reivindicação da população, frisou Joaquim Santos, “no próximo mês será escolhido o projectista”. Contudo, “é estranho que do programa eleitoral do PS não conste uma palavra relativamente ao hospital”, De facto, ironizou, “a bota não bate com a perdigota”, isto é, “há um desfasamento entre o que dizem e o que fazem os socialistas”, acusou o edil seixalense.

Por sua vez Francisco Lopes afirmou que é preciso estar em alerta por “o SNS está mais ameaçado, não por haja uma orientação nesse sentido, mas pelo efeito predador desses grupos monopolistas que se movimentam no campo da Saúde”.

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