Surto de baixas deixa Básica do Bairro Afonso Costa quase sem pessoal auxiliar

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Um número anormal de baixas médicas entre o pessoal auxiliar da Escola Básica do Bairro Afonso Costa preocupa os pais e também o presidente do Agrupamento de Escolas Luísa Todi. Mas o vereador da Educação afirma que hoje chega, pelo menos, mais uma funcionária à escola

 

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A Escola Básica do Bairro Afonso Costa, em Setúbal, está quase sem auxiliares de acção educativa para acompanhar os cerca de 250 alunos do 1.º ao 4.º ano. Dos seis funcionários não docentes, “cinco estão de baixa médica”, diz o professor António Baptista. Para o presidente do Agrupamento de Escolas Luísa Todi esta é uma situação ímpar e, “em articulação com a Câmara será resolvida até ao fim desta semana”, afirma.

António Baptista diz acompanhar a preocupação dos pais mas a opção ou é “prejudicar as crianças se ficarem sem aulas, o que não queremos”, ou faze-las acompanhar pela única auxiliar que a escola tem a tempo inteiro ao serviço e por outra a meio tempo. Era esta a situação ontem, e segundo o encarregado de educação António José, a vigilância das crianças está a ser feita também por professores, para compensar a falta de funcionárias.

“Em vez de descansar no intervalo, os professores têm de estar com os alunos no recreio”, comenta este pai que afirma já ter apresentado as preocupações para a segurança das crianças ao presidente do agrupamento de escolas e também ao vereador responsável pela Educação, Ricardo Oliveira.

“Foi-nos dito que na sexta-feira vinham dois auxiliares de acção educativa para a portaria, mas uma não veio e a outra meteu baixa”, conta este encarregado de educação.

Alertam ainda os pais que nesta escola existe a circunstância de duas crianças com trissomia 21, sendo que “cada uma delas precisa de um ou dois funcionários para a acompanhar nos intervalos”, explica uma mãe, o que quer dizer que “esta escola vai estar sempre com falta de pessoal auxiliar mesmo que venham as duas pessoas prometidas pelo vereador”, diz o encarregado de educação António José. A espera agora é que, pelo menos hoje, “cheguem duas pessoas para a portaria”.

Entretanto o vereador da Educação garante a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO que hoje “haverá reforço de pelo menos mais uma funcionária na escola”. As contas de Ricardo Oliveira apontam ainda que, a partir de quinta-feira, possam chegar ainda mais duas funcionárias. Uma que deveria ter entrado na sexta-feira passada mas por um problema de saúde teve de meter baixa, e uma outra, já funcionária da escola, que teve uma baixa de três dias, que agora chega ao fim.

Diz o vereador que a Câmara “não é insensível a este número anormal de baixas” e, ele próprio e o Departamento de Educação e Saúde reuniram com a direcção do agrupamento e a coordenadora da escola, na segunda-feira, para ultrapassarem as dificuldades.

“A Câmara compreende a ansiedade dos encarregados de educação”, afirma Ricardo Oliveira, mas também diz que pode haver algum aproveitamento político da situação. “Não aceitamos a instrumentalização dos receios dos pais, para atribuir à Câmara de Setúbal a responsabilidade pela falta de auxiliares”.

 

Foto: Alex Gaspar

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