ICNF exclui vespas asiáticas da região

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Ninho encontrado em Alcochete é de outra espécie que o instituto não conseguiu identificar. Garantia foi dada por técnicos do ICNF em Santarém, com base na observação de fotografias. Confirmação só foi possível após a operação de remoção

 

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O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) já veio garantir que o ninho encontrado numa residência em Alcochete, na passada quarta-feira, não é de vespas asiáticas, mas não conseguiu identificar a espécie.

A informação foi transmitida à Câmara Municipal de Alcochete na manhã da última sexta-feira, poucas horas depois de o ninho ter sido removido da casa, na zona da Praia dos Moinhos, pela empresa DST, especializada em desinfestações.

As fortes suspeitas, desde o primeiro momento, quer da GNR quer dos técnicos da empresa, de se estar perante o primeiro caso de vespas velutinas (asiáticas) a sul de Lisboa, foram afastadas por técnicos do ICNF em Santarém através da observação de fotografias, efectuadas já depois de o ninho ter sido pulverizado com insecticida e removido da caixa de um estore da habitação.

Os técnicos do ICNF comunicaram à autarquia que suspeitam tratar-se de vespas medianas, admitindo, porém, que não conseguiram identificar a espécie. Ao mesmo tempo avançaram com a possibilidade de a Câmara Municipal lhes fazer chegar alguns exemplares do insecto, no caso de existir muito interesse em identificar a espécie encontrada, comprometendo-se a remeter os mesmos à Sociedade Portuguesa de Entomologia para o referido efeito.

Favo pequeno

Certo para o ICNF é que o ninho recolhido em Alcochete não é de vespas asiáticas. Uma certeza só possível de obter depois de o ninho ter sido removido e aberto. Ainda assim, no próprio local, imediatamente após a operação de remoção, os técnicos da empresa mantinham fortes suspeitas de se estar na presença da espécie velutina.

“Temos de analisar muito bem. Parece-nos automaticamente vespa asiática, mas ainda

não temos a certeza, porque era um favo não muito grande, era pequeno, e poderá não ser”, disse Vítor Azevedo, director-geral da empresa DST (Desinfecções Sul do Tejo), logo após a observação do ninho que havia acabado de ser removido.

As dúvidas foram depois dissipadas pelo ICNF. O primeiro caso de vespa asiática avistada em Portugal remonta ao ano de 2011, no distrito de Viana do Castelo. Daí para cá, a espécie tem vindo a deslocar-se para o sul do
país. Lisboa, até agora, continua assim a ser o distrito mais a sul onde foi confirmada a presença da vespa velutina.

Câmara Municipal jogou pelo seguro

A Câmara Municipal de Alcochete jogou pelo seguro no acompanhamento do processo, até obter a confirmação de que não se tratava de vespas asiáticas.
O ninho foi descoberto pela GNR, na residência de um casal septuagenário, Adelino e Emília Ramos, registando-se a suspeita de se tratar de vespas asiáticas. O ICNF foi chamado ao local pela Câmara de Alcochete e considerou estar na presença da espécie conhecida como vespa europeia. No dia seguinte, a empresa DST informou a autarquia de que estava certa de que seriam vespas velutinas. O município voltou a solicitar novo parecer ao ICNF, que voltou a deslocar-se ao local para falar com o técnico da empresa. As dúvidas só foram afastadas pelo ICNF na sexta-feira após a remoção do ninho. A análise foi feita por observação de fotos, sem que o instituto conseguisse identificar a espécie.

 

Fotos ARSÉNIO FRANCO

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