Desde o início do ano foram realizadas 2104 desinfestações em Setúbal

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A presença de ratos e baratas nos meios urbanos é frequente, e Setúbal não é excepção. Há três anos que, diariamente, uma empresa especializada percorre a cidade para acabar com estes invasores

 

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Setúbal é uma das cidades europeias onde a presença de ratos e baratas nas ruas é uma preocupação tanto para cidadãos como para a própria autarquia, que tem vindo a apertar o cerco a estas espécies. O certo é que em pouco tempo são capazes de constituir uma praga e, para o evitar, obriga a ajustar procedimentos.

Há cidadãos de Setúbal que falam mesmo em praga em algumas zonas da cidade e, nestes casos, a autarquia aconselha que contactem o departamento de Ambiente. “Em casos extraordinários de presença dessas espécies, o trabalho de desinfestação é reforçado”, garante a vereadora do Ambiente, Carla Guerreiro.

Aliás, afirma a vereadora que a Câmara de Setúbal contratou uma empresa certificada para a desbaratização, desratização e desinsetização em cada freguesia, empresa esta que recebe “5 300 euros por mês” para prestar este serviço. Explica a eleita que este é um trabalho “permanente e diário” e vem na sequência de evitar a frequência destas espécies na cidade.

“Há cerca de três anos, a Câmara decidiu mudar o sistema de intervenção nesta área”, diz. “Antes tínhamos um contrato com uma empresa e, sempre que estava mais calor, fazíamos um reforço desse contracto”. Um procedimento que teve de ser ajustado devido às alterações climatéricas.

A instabilidade das temperaturas levou o departamento de Ambiente a enveredar por um plano diferente que “cobre todo o concelho” e procede a “três tipos de desinfestação”: Ratos, Baratas e Insectos como mosquitos e formigas.

“Este ano, os dados reunidos até Agosto, indicam que foram feitas 2104 intervenções nas freguesias”, revela. E mais não são referidas “porque na Freguesia de Gâmbia, Pontes e Aldo da Guerra e também na Freguesia do Sado, as juntas têm verba para este serviço descentralizado”. Portanto, só requerem a intervenção através da Câmara em casos mais complicados.

Este total de intervenções representa que na Freguesia de S. Sebastião a empresa fez 853 acções, na União de Freguesias de Setúbal actuou por 652 vezes e na Freguesia de Azeitão foram executadas 452 acções. No caso da União de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, apesar de terem capacidade de atuação própria, os serviços da empresa intervieram por 61 vezes e na do Sado 86.

Outro dado (ver tabela) a retirar do total de intervenções são as 1198 desbaratizações, 828 desratizações e 78 desinsetizações.

Apesar dos protestos e receios de moradores em algumas zonas da cidade, casos como O Setubalense – Diário da Região noticiou referentes ao Pátio Alves da Silva, na Anunciada, e Rua Arronches Junqueiro, em Santa Maria da Graça, a vereadora Carla Guerreiro garante que “não existe risco de saúde pública”. Mas também avisa a população para não ter comportamentos que facilitem a presença destas espécies.

“É proibido alimentar espécies, como pombos e gatos na via pública, mas há quem o faça, e isso atrai os ratos e baratas que andam à procura de alimento”.

Outra das situações que contribui para a permanência destas espécies na cidade é os condomínios que “deveriam limpar as condutas de ligação aos prédios, e não o fazem”. Explica a vereadora que aquando das desinfestações, ratos e baratas fogem para estas condutas, depois voltam para as ruas e, ao que parece, o ciclo continua.

 

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