Centro de Saúde pode nascer no Bairro do Areias

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A Câmara Municipal já informou a ARSLVT que está disposta a ceder o local para a construção e a assumir-se como dona da obra, revelou Nuno Canta

 

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Abrir uma extensão do Centro de Saúde do Montijo no Bairro do Areias é o objectivo da gestão socialista da Câmara Municipal que já apresentou uma proposta à tutela.

A autarquia fez saber à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) que está “disponível para ceder o edifício que albergou a Pluricoop e para se assumir como dona da obra de ampliação do imóvel” tendo em vista a construção do equipamento, disse Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo.

A revelação do socialista surgiu durante o período antes da ordem do dia da reunião pública quinzenal do executivo, na última quarta-feira, na sequência de uma intervenção do vereador da CDU, Carlos Jorge de Almeida, que alertou para as medidas de prevenção a adoptar face às “ondas de calor” esperadas para esta altura do ano.

O presidente da Câmara quer ver alargada a resposta do serviço de saúde pública no concelho, até porque, afirmou, “o grande problema da saúde no Montijo é a falta de infra-estruturas”.

Recorde-se que, a 20 de Abril de 2018, foi assinado um protocolo, entre a ARSLVT, o Centro Hospitalar Barreiro Montijo e a Santa Casa da Misericórdia do Montijo, para criação de uma Unidade de Saúde Familiar numa ala desocupada do hospital local, no edifício onde antigamente funcionava o serviço de medicina interna. Esta outra resposta foi então apresentada como um investimento de meio milhão de euros, a suportar pela tutela, com a perspectiva de vir a contar com sete médicos, sete enfermeiros e cinco assistentes técnicos. Na altura, foi ainda avançado que este equipamento deveria abrir portas ainda em 2019.

 

Obra para este mandato

 

Mas as revelações de Nuno Canta, no que toca a matéria de investimento, não se ficaram pela área da saúde. Confrontado pelo vereador do PSD, João Afonso, sobre o estado da Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva, o autarca socialista anunciou que o referido equipamento irá ser alvo de “requalificação e ampliação”.

Depois de lembrar que esse até “é um compromisso” assumido no programa eleitoral, Nuno Canta avançou que conta “lançar a obra e talvez até proceder à inauguração” da mesma ainda neste mandato.

Neste momento está em curso o procedimento para “adjudicação do projecto para ampliação do edifício”, que a obra passará a ter o piso superior “dedicado a espaço de leitura”.

Esta foi a resposta de Nuno Canta a João Afonso, que considerou que “a aquisição de livros para a biblioteca bem como a oferta cultural de obras literárias no Montijo está ao nível do paupérrimo”.

“A biblioteca não pode ser apenas um local onde os miúdos vão estudar ou onde se vai ler o jornal do dia”, concluiu o social-democrata.

 

Instituições apoiadas com 72 mil euros

 

Durante a reunião foi aprovado um conjunto de apoios financeiros a várias associações e instituições do concelho, no montante global de 72 mil e 445 euros. As maiores fatias do bolo foram atribuídas à Fábrica da Igreja do Divino Espírito Santo, que vai receber 34 mil e 500 euros para restauro de toda a fachada exterior do imóvel, e à União Mutualista Nossa Senhora da Conceição, que encaixa 22 mil e 845 euros para obras no jardim infantil da Casa da Criança. Foram ainda contemplados: o Centro Social de São Pedro (3.800 euros), as Festas Populares de N. Sra. da Atalaia (sete mil euros), o 36.º Festival de Folclore do Grupo de Danças e Cantares do Afonsoeiro (500 euros), o Grupo de Cicloturismo do Afonsoeiro (500 euros) e a Tertúlia Tauromáquica do Montijo (3.300 euros, para custear os seguros necessários às actividades do grupo de forcados).

A proposta de apoio à Tertúlia Tauromáquica foi a única que não foi aprovada por unanimidade. O vereador do PSD votou contra, justificando que a associação “não apresenta contas e não é transparente relativamente aos dinheiros públicos a ela afectos”.

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