Transportes Colectivos do Barreiro chegam ao Seixal em 2020

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Seixal, Sesimbra e Palmela surgem mais presentes que nunca no horizonte dos TCB. Frederico Rosa defende Barreiro como referência nacional em mobilidade e acredita “Soflusa será “resolvida”

 

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Com a renovação da frota dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) a correr sobre rodas, Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, avança a possibilidade de alargar a rede de transporte público rodoviário até ao Seixal, em 2020. Sesimbra e Palmela também ficam no horizonte.

Actualmente, os TCB já chegam à Moita, através das carreiras 1, 2, 701 e 702 e, segundo as últimas declarações de Frederico Rosa a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, em 2020 é possível que a ligação multiconcelhia seja alargada também o Seixal, através de outras rotas. “Uma possibilidade apenas concretizável através da frota de autocarros dos TCB renovada, que inclui 60 veículos movidos a gás comprimido”, revela o autarca. “E uma possibilidade de ultrapassar o que separa concelhos tão próximos, a precisar de novas ligações”.

Mas o plano não ficará por aqui. Frederico Rosa revela ainda intenção de chegar a Sesimbra e Palmela. “E tudo com o simples gesto do Navegante”.

Segundo o autarca “já temos o conhecimento necessário para colocar este plano de mobilidade em prática. Agora só falta acontecer na totalidade”.

A estratégia de mobilidade foi traçada pela Área Metropolitana de Lisboa (AML) como resposta à implementação do passe social Navegante, “através do qual se prevê que todos os concelhos tenham a sua operação rodoviária”, explica Frederico Rosa. No caso do Barreiro, “assim como em Cascais e Lisboa, a cobertura até outros concelhos será organizada de forma interna”, revela.

As ligações rodoviárias e ferroviárias serão uma aposta destacada no futuro do concelho e, segundo defende o autarca, “a terceira travessia do Tejo pode ser a solução futura para esta cobertura”.

Por agora, Frederico Rosa assume sem dúvidas “o Barreiro continua a ser uma referência nacional em termos de transportes públicos com a operacionalidade TCB, CP e Fertagus”. E quanto à questão Soflusa é claro, “será ultrapassada”.

 

AML anuncia crescimento de redes além do esperado

O parecer de Frederico Rosa vem ao encontro da medida anunciada agora pelo Concelho Metropolitano de Lisboa, que aprovou um aumento de 43% para a rede de serviço público do transporte rodoviário. Uma medida a concretizar até 2021 que vai implicar o reforço da comparticipação financeira em 12 milhões de euros.

Este alargamento da rede representa uma decisão além do inicialmente previsto pelo Governo que indicava um aumento de 20 a 30% nas redes de transporte público, com a entrada do Navegante em vigor.

A Área Metropolitana de Lisboa aponta um aumento “sem precedentes”, uma vez que considera as variações na procura, introduzidas pela implementação do Navegante a 1 de Abril. Um aumento apenas possível “graças ao reforço da disponibilidade financeira dos 18 municípios” que compõem a Área Metropolitana de Lisboa.

O Conselho Metropolitano definiu assim em reunião realizada a 18 de Julho os valores de referência de produção em veículos quilómetros repartidos pelos diferentes municípios de acordo com o âmbito municipal, intermunicipal e inter-regional dos serviços, para o procedimento do concurso para a contratualização do serviço público de transporte rodoviário de passageiros da AML.

Foi ainda acordado solicitar à Assembleia da República a inclusão desta medida na Lei do Orçamento de Estado para 2020, de modo a que assegure a transferência para a AML de verbas municipais, no valor de 31 225 006 euros, para o exercício das competências de Autoridade de Transportes.

Decisões que permitem confirmar a disponibilidade e empenho dos municípios em concretizar as resoluções assumidas na 1.ª Cimeira das Áreas Metropolitanas, realizada em 20 de Março de 2018, no domínio da mobilidade e transportes – “Mais e melhor transporte público para uma mobilidade sustentável”.

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