António Pedro Maco demite-se da vice-presidência da distrital do CDS

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António Pedro Maco foi o cabeça-de-lista do CDS à Câmara de Almada nas últimas autárquicas

Vai manter-se como vice-presidente da concelhia de Almada e a exercer as funções de deputado municipal eleito pelos centristas no mesmo concelho. João Viegas, presidente da distrital, lança críticas e um desafio

 

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António Pedro Maco apresentou na passada segunda-feira a demissão do cargo de vice-presidente da Distrital de Setúbal do CDS, face aos “maus resultados” obtidos pelo partido na região, nas legislativas do passado dia 6.

O centrista deu nota da decisão na página que administra na rede social Facebook, garantindo que irá continuar a exercer “com responsabilidade e afinco” as funções de vice-presidente na concelhia de Almada e de deputado municipal. Ao mesmo tempo, defende a realização de eleições antecipadas para a distrital.

“Demito-me [da vice-presidência da distrital] para dar o exemplo de que é preciso mudar de estratégia e de paradigma na política distrital do CDS. É preciso renovar com urgência a equipa com caras novas e implementar uma nova dinâmica, muito mais activa e presente no terreno junto das pessoas. O partido tem de ganhar de novo a confiança das pessoas no distrito”, justificou o democrata-cristão, em declarações a O SETUBALENSE, acrescentando: “Não serei candidato à presidência da distrital.”

João Viegas, que preside à Distrital de Setúbal do CDS, diz estranhar “a forma” como António Pedro Maco apresentou a demissão da vice-presidência do órgão.

“É uma decisão individual e pessoal. Tenho de aceitar. Ontem [segunda-feira] tivemos uma reunião da Comissão Política Distrital. Seria mais correcto ter comparecido à reunião para apresentar os seus argumentos e, consequentemente, formalizar o pedido de demissão. Mas, cada um tem a sua forma de estar. Preferiu enviar o pedido de demissão duas horas antes da reunião”, comentou o líder dos centristas na região.

Antecipar as eleições na distrital, que devem ocorrer em Fevereiro próximo, quando termina o actual mandato, não faz sentido para João Viegas. “É uma opinião. Para antecipar eleições não basta a demissão de um vice-presidente ou até mesmo do presidente do órgão. O mais importante é trabalharmos em prol do colectivo, do partido, mais do que as nossas opiniões pessoais. Estamos a fazê-lo de forma ponderada”, disse, lançando um repto a António Pedro Maco.

“Se acha que deveriam ser feitas alterações na distrital, estranho que não se candidate. Seria uma excelente oportunidade para expor o seu projecto e candidatar-se. Das últimas vezes, na Assembleia Distrital as propostas que apresentou saíram todas derrotadas, mas é assim em democracia”, concluiu.

João Viegas abre a porta a recandidatura à distrital

O presidente da Distrital de Setúbal do CDS não fecha a porta a uma recandidatura ao cargo. “É uma análise que ainda tem de ser feita. Não há uma decisão definitiva. Está tudo em aberto. Mas, o mais provável é que apresente a minha recandidatura”, admitiu a O SETUBALENSE.

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