Ouro no Alentejo, nem pensar

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

 

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Uma empresa mineira pretende saber se no Alentejo há, ou não, ouro. Desde logo o Bloco de Esquerda e o PS  opõem-se à intenção de prospetar ouro no Alentejo. Sem mais nem menos, o PS escreve: “a Comissão Política Distrital de Évora do PS contesta vivamente a hipótese, por mais remota que possa ser, de que tal crime contra a natureza se possa vir a consumar”.  O Ministro do Ambiente apoia e diz não à prospeção. O Ministro faz ainda pior, diz que o concurso aberto para lançar a prospeção não é para “levar a sério”: brinca com todos a começar pelas empresas e dá uma imagem de descrédito do país. Como é possível compatibilizar a melhor qualidade de vida (“riqueza”) no país com este tipo de posições? Não é possível. O argumento é, como sempre, o ambiente, a tal coisa que agora dá votos. Para tirar ouro temos que cortar uns sobreiros e isso não dá. Obviamente que, nos dias de hoje, com a prática e legislação vigentes, qualquer eventual futura exploração mineira oferece mais garantias e qualidade ambiental que uma oficina de automóveis de bairro. Imagine que uma família não sade o quem tem na dispensa e não quer saber. Os recursos geológicos estão onde estão e é só aí que podem ser explorados, felizmente só dependem de fatores geológicos. Afortunadamente, o nosso interior tem alguma coisa de significativo em matéria de minerais.  Já um aeroporto possibilita a escolha do melhor local; pensem que o principal aeroporto do país está no centro de Lisboa: impacto ambiental nos sobreiros? É tempo de abrirmos os olhos, quando vos cantarem a cantiga do ambiente pensem um pouco. Tenham dó, sejam sérios.

Quem escreve estas palavras é um ambientalista convicto, mas sério, que tem obra e atitude para mostrar se necessário.

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