O financiamento dos novos passes únicos

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Nuno Canta – Presidente da Câmara Municipal do Montijo

A politica de financiamento do transporte público apoiada pela Câmara Municipal do Montijo decorre de escolhas politicas fundamentais.

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A primeira é a coesão territorial, assegurando o desenvolvimento sustentável do território, o acesso a serviços e bens, o crescimento económico e a melhoria das condições de vida. A disponibilização de novos passes de baixo custo, a simplificação dos títulos, e a redução dos custos para promover a utilização dos transportes públicos e combater o transporte individual, resultam dessa opção, culminando com o acordo histórico entre os municípios metropolitanos.

Não menos importante, é a escolha pela coesão social através do financiamento do transporte público para as populações da periferia, com menores rendimentos. As populações da periferia são aquelas que maiores distâncias percorrem entre a casa e o trabalho, com maiores gastos do rendimento em transporte.

O financiamento do passe Navegante Montijo para 30 euros e do passe Navegante Metropolitano para 40 euros em toda a Área Metropolitana de Lisboa, é uma revolução nos transportes da região, mas é, também, uma extraordinária devolução de rendimentos para as famílias montijenses, onde passes combinados, que custam hoje mais de 100 euros, vão passar, já em abril, a um passe único que custa no máximo 40 euros, sendo grátis para crianças até 12 anos, e reduzido para 20 euros para passageiros com mais de 65 anos.

Montijo é um concelho solidário e alarga a sua intervenção, nos domínios mais relevantes, na redução das assimetrias sociais e territoriais, da habitação social aos transportes, do apoio alimentar à educação, da questão da violência doméstica aos imigrantes. Hoje, somos conhecidos não apenas como um bom exemplo do ponto de vista da coesão social, mas também como território sustentável do ponto de vista ambiental e que, simultaneamente, assegura o direito à mobilidade como oportunidade para todos os cidadãos.

Montijo é um concelho metropolitano e defendeu desde a primeira hora a decisão tomada na primeira cimeira das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto com vista a concretizar o passe único. Pertence à região de Lisboa e participa no diálogo com os concelhos metropolitanos vizinhos, de ambas as margens, para combater as alterações climáticas. Tem relações próximas com os operadores de transporte público, debatendo mudanças no sistema de mobilidade intermodal à escala metropolitana, lutando pela modernização do material circulante, permitindo aos montijenses a circulação em todos os meios de transporte público existentes na região de Lisboa. Advogou sempre uma gestão atenta do transporte público, salvaguardando a ligação essencial com o interior do município, Pegões e Canha, e fomentando uma nova mobilidade para os cidadãos. Faz agora parte dos municípios que passam a financiar diretamente os novos passes dos transportes metropolitanos, com um valor no orçamento municipal de mais de 800 mil euros, mas sem perder nunca de vista o interesse público dos montijenses.

Estes novos passes únicos Navegante são essenciais para a coesão social e territorial dos montijenses. Só quem, por não querer ver, se fechar numa realidade alternativa e isolada do mundo, é que não se apercebe que estamos a construir um Montijo moderno, sustentável, solidário, desenvolvido, com mais mobilidade e maior qualidade de vida para todos.

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