Mobilidade sustentável

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

 

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Como, quase, todos sabemos estes tempos estão patetas e querem fazer de nós parvos. Na cidade onde vivo, do dia para a noite, aconteceu o 1º Encontro Nacional de Rotas e Infraestruturas Cicláveis. Ao que lá disseram a propósito do dia da bike (a bicicleta portuguesa) que a UNESCO instituiu. Parece que andamos a fazer grandes descobertas e que usar a bike é uma grande inovação – mobilidade sustentável, todos muito amigos do ambiente etc. Haja paciência. Fiquei a saber que até há uma empresa pública, Infraestruturas de Portugal Património (IP Património) dedicada à grande causa. Neste caso justificada pelas linhas de comboio e estações abandonadas que há uns anos se chamam Vias Verdes. Até quando é que vamos suportar que o nosso dinheiro seja assim estragado?  Apesar do Encontro ser Nacional o que valeu a pena foram os exemplos que vieram de fora, designadamente de Espanha. O resto, por cá, é o faz de conta habitual, uma “família” de gente com o interesse nas bikes que governa a vida com a coisa. Como sempre. O presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta informou, com satisfação, que o Ministro das Infraestruturas criou um grupo de trabalho para por ordem na coisa: obviamente que ficamos todos a saber que nada se vai resolver.  Termino com dois singelos exemplos aqui do lado. Numa serra despovoada da Andaluzia há uma destas vias verdes (Via Verde de la Sierra, está tudo na net) com cerca de 36 km que é gerida profissionalmente. Esta infraestrutura, via verde, criou 35 postos de trabalho diretos. Em Girona, na Espanha rica e povoada, foi criado o Consórcio das Vías Verdes de Girona, uma entidade pública de carácter associativo e de natureza institucional e local. O orçamento anual é cerca de um milhão de Euros e as receitas mais de três milhões. E por aqui me fico.

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