Arrábida 1. Serra bendita.

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

Porque a Arrábida merece vou continuar com o tema.

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O ponto um, proposto para Arrábida a semana passada, foi a Agenda Arrábida.

É isso mesmo uma Agenda, nada de mais estudos, estratégias e muito menos consultas públicas. Esta da “consulta pública” é dos maiores logros do nosso tempo: gasta-se dinheiro e perde-se tempo no faz de conta. Quem tem o dever de decidir, pelas suas funções, que o faça; na negativa dê o lugar a alguém capaz.

Mais ou menos todos sabemos o que é uma Agenda; por definição é um plano para a ação. Hoje de manhã olhei para a minha agenda e vi o que tinha para fazer, quais os meios necessários para o concretizar (incluindo quantidades de tempo, eventuais meios de deslocação, custo/orçamento, serviço de terceiros, etc., etc.). E ainda, quando, isto é, a que horas. A sua agenda também é assim. Uma das minhas tarefas de hoje; “comprar botas”. Na hora prevista lá fui, ver das botas. Com a Arrábida é exatamente o mesmo, a serra necessita de uma Agenda. A melhor Agenda que defina o quê, quem o faz, em que prazo, com que meios e, ainda, plano de monitorização. Este é o conceito simples de uma agenda. É isto que a Arrábida tem de ter, um plano para a ação. Obviamente que não será perfeito, nunca o será, mas nada, como até aqui, é bem pior. O imenso capital da Arrábida tem que ser valorizado e tem que criar riqueza. A Arrábida é a primeira a beneficiar.

Por último a pergunta fatal, quem faz a Agenda Arrábida e quem assume a sua implementação? A semana passada já o respondi, obviamente, a Área Metropolitana de Lisboa (AML). Isto não significa que seja a AML a fazer tudo, claro que não. Muitos atores, incluindo privados, devem ser chamados à Agenda.

Tem riscos? Tem. Nada, como hoje, é o maior de todos os riscos, a começar pela tão apregoada e castradora “conservação da natureza”, que nem de conservação tem alguma coisa que valha a pena. Pela Arrábida.

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