A juventude

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Mário Moura –
Médico

Os jovens que se consideram cristãos reuniram-se massivamente no Panamá para receberem o Papa Francisco e com ele celebrarem o Infinito. Nas reportagens da TV via-se o entusiasmo, um quase delírio, nas celebrações  com o Papa Francisco que , como alguns diziam nas reportagens,” fala  a nossa língua”.

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Já no longuíssimo pontificado de S. João Paulo II as suas viagens numerosas pelo mundo moviam multidões destacando-se pela sua exuberância os grandes grupos de jovens. Porem, se quisermos apreciar a real adesão dos jovens à religião de Jesus Cristo pela sua presença nas celebrações litúrgicas ficamos desolados. As grandes praças cheias e as Igreja vazias eram um contraste chocante – será que a nossa juventude está afastada de Jesus? Será que a nossa juventude apenas não entende a língua que habitualmente falam os que se dizem cristãos?

Na realidade todos os que admiramos o Papa Francisco sabemos e entusiasmamo-nos por Ele falar a” nossa língua” em qualquer lugar onde se encontre. Na realidade o Bispo de Roma, como parece que gosta de ser considerado para tentar reagir contra o papel hierárquico tradicional do papado, apresenta a sua palavra doutrinária duma tal maneira simples e sempre adaptada aos problemas básicos da vida dos homens, que nos penetra como se na realidade “falasse a nossa língua”. Não há falsas interpretações, não há a sujeição a um tradicionalismo milenar que muitas vezes esqueceu que o povo de Deus é constituído por todos os que seguem a palavra e o exemplo de Jesus para com os desfavorecidos, os pobres, os doentes, os explorados ou apenas marginalizados pela sociedade que os rodeia.  Fala a “nossa língua” quando  questiona a nossa sociedade por não saber distribuir a riqueza produzida, quando  faz incidir uma das suas preocupações sobre as agressões à mãe Terra , pondo em relevo os problemas ecológicos, fala a nossa língua quando faz pressão para que os sacerdotes – os nossos pastores – se não coloquem numa classe aparte nem se fechem nas suas sacristias, fala a nossa língua quando critica asperamente quem constrói muros em vez de pontes.

Daqui a três anos vamos ter a oportunidade de viver uma concentração de jovens como  a do Panamá , ou maior ainda reunindo igualmente milhares vindos dos quatro cantos do mundo.

Fazemos votos para que neste intervalo de três anos  os jovens se deixem mobilizar não só pela palavra de Francisco mas essencialmente pela Palavra de Jesus, fazemos votos para que neste intervalo de tempo possamos sentir na nossa sociedade uma juventude ativa na vida do dia á dia , sentindo todos nós que a fraternidade e a igualdade começam a imperar entre os portugueses, sentindo nós que seja evidente o apoio ás periferias e uma permanente preocupação com os mais pobres.

Eis uma tremenda preocupação para todos os que se dizem cristãos serem exemplo para os nossos jovens!

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