98 do PCP no 45º do 25 de Abril

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Valdemar Santos – Militante do PCP

É sempre de Março para Abril.

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Eis porque reevocamos sem nomear o autor (está vivo, é Militar da Causa) a afirmação: “Lutando pelo pleno cumprimento da Constituição de Abril, não estamos desesperados”.

Fê-lo também a recordar (podemos dizer que foi há alguns anos, em Almada) a frase de Saint-Just segundo a qual “quem faz meia-revolução cava a sua própria sepultura”, em ligação directa às palavras de Vasco Gonçalves a 18 de Agosto de 1975, num grande comício na Escola D. António Costa, naquele concelho, repleta de trabalhadores convocados pelas organizações de classe e já com a contra-revolução definitivamente a ganhar terreno até ao golpe do 25 de Novembro – mas fê-lo numa feliz conjugação com a voz de jovens ali presentes assumidos numa ideia de combate a uma pretensa contradição entre gerações, partilhando: “quem fez a Revolução está presente!”.

E é neste “está” que, solidários com as sucessivas e diversificadas acções particularmente convocadas pela CGTP-IN contra a política de direita, concitamos a actualidade pura e dura de um Relatório: “As lutas de massas contra a política direitista do VI Governo Provisório adquirem extraordinária amplitude, em defesa das liberdades, dos interesses dos trabalhadores, das conquistas da Revolução. A jornada de solidariedade com a Reforma Agrária no Estádio 1º de Maio (27-9-1975), o grande comício da Inter no Campo Pequeno com 20000 participantes (1-10-1975), a greve os metalúrgicos (24-9-1975) e a sua nova paralisação e manifestação em frente do Ministério do Trabalho com 100000 trabalhadores (7.10.1975), as greves de assalariados agrícolas alentejanos e operários da construção civil, a paralisação de duas horas na região de Lisboa, marcam a firme resistência da classe operária à política antipopular do VI Governo Provisório sob a hegemonia PS-PPD… Em 16-11-1975, como resposta a uma grande concentração de apoio ao VI Governo (CDS, PPD, PS, esquerdistas e reaccionários), tem lugar a manifestação convocada pela Cintura Industrial de Lisboa, que reúne no Terreiro do Paço cerca de 200000 pessoas…”

Tratando-se do Relatório do Secretário-Geral do PCP, Álvaro Cunhal, proposto ao Comité Central e por este aprovado para o VIII Congresso (Novembro de 1976), “A Revolução Portuguesa – O Passado e o Futuro”, talvez assim se prove que a indissociabilidade entre o que se “fez” e o que se “faz” tanto pode ser uma questão de tempo, como não só. De outro modo dito, o presente, na defesa do 25 de Abril, é há muito confiante!

 

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