PENSAR SETÚBAL: Coro Setúbal Voz em acção de sensibilização ambiental

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Giovanni Licciardello – Professor

 

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No dia 15 de Dezembro de 2019, os membros do Coro Setúbal Voz procederam à recolha de lixo na Praia da Comenda e zonas circundantes.

 

A Praia da Comenda é uma praia situada em pleno Parque Natural da Arrábida, com uma espessa e verde mata circundante, adjacente ao Palácio da Comenda e à foz da Ribeira da Ajuda, Aravil ou Comenda, cujas margens albergam vestígios de um povoado romano e de uma fábrica de salga de peixe.

 

Esta iniciativa de limpeza contou com o apoio da organização “INICIATIVA AMAR SETÚBAL”, com um especial agradecimento a Paula Pereira, Paula Coelho e Francisco Garrido.

 

Nesta acção participaram os seguintes elementos: Alexandre Machado, Amália Marrafa, Ana Arruda, Ana Cláudia Sousa, Ana Paula Rosa, Anaísa Rato, Carolina Coelho, Catarina Silva, Cláudia Martinheira, Dina Alves, Filomena Murtinheira, Francisco Garrido, Giovanni Licciardello, Gonçalo Colaço, Isabel Costa, João Oliveira, José Saraiva, Jorge Salgueiro, Juliana Telmo Pereira, Maria José Gervásio, Néu Silva, Osvaldo Picoito, Paulo Nunes, Paula Coelho, Paula Pereira, Paulo Simões, Regina Dinis, Romeu Rodrigues e Sónia Gil.

 

Foi um grupo animado e bem-disposto que avançou com determinação na recolha do lixo variado que fomos, infelizmente, encontrando.

 

Estivemos na zona adjacente ao Palácio da Comenda, um local privilegiado, mas com vestígios evidentes de degradação que se vem vindo a acentuar ao longo das sucessivas décadas. Durante algum tempo o palácio esteve “aberto” a quem quer que quisesse entrar, em virtude do portão principal de acesso ter estado escancarado, satisfazendo a curiosidade de quem passava, eu incluído.

 

Actualmente o Palácio da Comenda, bem como uma significativa área de terreno adjacente (cerca de 600 ha.), foram vendidos, tendo já sido colocadas muitas placas de proibição de permanência/circulação, algumas das quais têm constituído motivo de polémica.

 

O Palácio da Comenda será objecto de uma crónica, a redigir com alguma brevidade e premência, até tendo em conta os últimos desenvolvimentos.

 

Mas regressemos às limpezas. No espaço compreendido entre o Palácio e a praia, foi recolhido o lixo existente.

 

Após duas horas de recolha, encheram-se vinte sacos grandes com o mais variado lixo, a saber: sacos de plástico, esferovite, garrafas de vidro e de plástico, embalagens de sumos, leite, fruta, latas de conservas, frascos diversos, caixotes em plástico, bidons de óleo para motor, brinquedos, tubos de canalizador, espelhos retrovisores, sapatos, botas, correias de distribuição, persianas em plástico, etc.

 

Tais ocorrências induzem-nos um conjunto de reflexões de natureza conceptual que, neste contexto, não podem deixar de ser  assinadas.

 

Um país onde ainda existe uma percentagem significativa da sua população que ainda não faz reciclagem dos respectivos resíduos domésticos, onde se deixam as praias no estado vergonhoso e indigno com que encontrámos o espaço envolvente que foi objecto da nossa intervenção, é claramente um país que tem um longo caminho a percorrer, quer em termos de civismo, quer  ambiental.

 

Foi muito importante estarmos acompanhados por crianças, para lhes incutir, de forma prática, e através do exemplo, as atitudes e os valores correctos que os ajudam a formar como indivíduos.

 

O Coro Setúbal Voz assume a Educação Ambiental como uma das suas vertentes nucleares da sua actividade pedagógica.

 

Ficou a vontade de repetir este tipo de iniciativas.

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