PENSAR SETÚBAL: As eleições no Vitória

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Giovanni Licciardello – Professor

 

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Como é do conhecimento geral, estão agendadas eleições para os órgãos sociais do Vitória Futebol Clube, na próxima sexta-feira, dia 17 de Janeiro.

 

Compete-me neste espaço de opinião, de uma forma sóbria e responsável, procurar ter sempre em atenção os superiores interesses do Vitória.

 

Têm-se perfilado diversas candidaturas, o que se me afigura um aspecto sempre positivo. Assim, os sócios podem usufruir de  várias opções de escolha democrática.

 

Quanto às eleições propriamente ditas, devem decorrer com elevação, com lisura de processos, tendo sempre em linha de conta que todos somos vitorianos e queremos tudo de melhor para o nosso clube do coração.

 

Sabemos que o futebol movimenta muitos interesses, muito dinheiro, muitas paixões, muitos jogos de bastidores, mas não podemos permitir que esses pressupostos condicionem intenções, atitudes e procedimentos menos conseguidos.

 

A primeira grande pergunta que aqui coloco é a seguinte: Quais os motivos que levam a que o Vitória Futebol Clube, um dos clubes portugueses mais importantes e emblemáticos, se dimensione muito aquém daquilo que gostaríamos e que está, potencialmente, ao seu alcance?

 

Para tentar responder a essa questão complexa, gostaria de vos apresentar a seguinte tabela actualizada, que já tive ocasião de mostrar numa Assembleia Geral:

 

 

DataNomeMandato
1995 – 1997Justo TomásCompleto
1997 – 1998Justo TomásIncompleto
1998 – 1999Sousa e SilvaIncompleto
1999Henrique CruzComissão de gestão
1999 – 2001Jorge GoesCompleto
2001 – 2003Jorge GoesIncompleto
2003 – 2006Chumbita NunesCompleto
2006 – 2007Jorge SantanaIncompleto
2007Carlos CostaComissão de gestão
2008Luís LourençoComissão de gestão
2009Fernando OliveiraComissão de gestão
2009 – 2012Fernando OliveiraCompleto
2012 – 2014Fernando OliveiraIncompleto
2014 – 2017Fernando OliveiraIncompleto
2017 – 2019Vítor H. ValenteIncompleto

 

 

Através da análise da tabela, verifica-se que nos últimos 25 anos, o Vitória teve seis mandatos incompletos, quatro mandatos completos e quatro comissões de gestão, nunca havendo dois mandatos completos consecutivos.

 

Sem desprimor para ninguém, uma segunda pergunta que eu gostava de colocar aos sócios é a seguinte: olhando de novo para a tabela, quais as Direcções/Comissões de gestão, que fizeram, de facto, a diferença, invertendo o processo de endividamento constante e falta de capacidade competitiva?

 

Seguramente alguma dificuldade em responder.

 

Penso que a estabilidade directiva constitui uma das condições indispensáveis para o sucesso de um clube. Reparem em todos os clubes com sucesso desportivo e financeiro e notem que esta condição é absolutamente vital.

 

E também é vital haver sustentáculo financeiro, vontade política da autarquia e outra articulação com as empresas da região.

 

E opções mais acertadas. Um estádio novo, por exemplo, é absolutamente indispensável nos dias de hoje.

 

Estas são questões que estão abertas à reflexão de todos os vitorianos.

 

Voltando ao presente, e às nossas eleições que se avizinham, os diversos projectos subjacentes estão a ser oportunamente divulgados até à véspera do dia das eleições, cabendo a cada um de nós, sócios, procurar discernir qual é aquele que melhor defende os superiores interesses do Vitória Futebol Clube.

 

Este é o meu desejo sincero e o repto que lanço a toda a família vitoriana.

 

VIVA O VITÓRIA!

 

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