O futuro do Vitória

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Francisco Alves Rito – Director

No próximo mandato, quando começarem a cair as prestações dos PER, é que se perceberá a gravidade da situação actual e a importância das eleições de sexta-feira

Esta semana, nas eleições marcadas para a próxima sexta-feira, decide-se o futuro do Vitória. Parece um lugar-comum dizer-se que está em causa o futuro, visto que em todas as eleições estão sempre em causa opções a que correspondem consequências, mas, neste caso, o alcance das escolhas eleitorais é extraordinariamente maior.
Ao contrário do que parece, e da ideia que alguns tentam fazer passar, a situação financeira actual do clube não é melhor do que era há poucos anos. Antes pelo contrário.
A apregoada melhoria, é, infelizmente, apenas aparente, na medida em que o pagamento atempado de obrigações correntes, que noutros períodos foram incumpridas, como os salários, tem sido conseguido porque a receita corrente está protegida dos credores mais antigos graças aos planos especiais de reabilitação. OS PER ‘protegem’ o clube e a SAD de execuções e penhoras que já teriam paralisado toda a actividade e permitem que a receita que vai entrando chegue para pagar a despesa corrente.
O drama é que esta proteção contra os credores não dura para sempre e, assim que terminar o período de carência – dois ou três anos em que os PER permitem que não se comece a pagar o passivo –, a divida abate-se sobre a gestão com todo o seu peso.
Nessa altura, que chegará no decorrer do mandato que se inicia agora, é que se verá a capacidade da gestão, que será obrigada a pagar não apenas a despesa corrente mas também as milionárias prestações dos PER.
A única hipótese de o Vitória escapar à insolvência é contar com uma direcção muito competente e honesta, capaz de encontrar as soluções em tempo recorde.

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